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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 441

Cristiano já se sentia à beira da loucura, como se tivesse sido torturado até o limite.

Lílian não tinha depressão. Ele, naquele momento, achava que estava prestes a ter.

Samuel entrou na sala com alguns documentos nas mãos e o rosto fechado. Bastou Cristiano bater os olhos nele para perder a paciência.

— Lá vem problema de novo?

Naquele momento, do alto escalão aos funcionários mais simples do Grupo Pereira, todos viviam em estado de tensão. Os boatos corriam soltos: desta vez, o grupo provavelmente não sobreviveria.

E não era para menos. Sempre que Samuel aparecia com aquela expressão, nunca trazia coisa boa.

Parando diante da mesa, Samuel soltou um suspiro pesado.

— É o Grupo Hoglay de novo? — Disse Cristiano, antes mesmo que ele abrisse a boca.

— É.

Samuel assentiu.

Por causa daquela maldita empresa, eles já vinham acumulando noites seguidas de horas extras.

Em todos os departamentos, o clima era de revolta.

Ao ouvir o nome do Grupo Hoglay outra vez, o olhar de Cristiano escureceu de vez. Ele puxou com força o cigarro entre os dedos.

Samuel continuou:

— Um dos vice-presidentes do Grupo Hoglay está chegando a Nova Aurora.

Cristiano ergueu os olhos na mesma hora.

— Quem?

A simples menção de alguém da Hoglay bastou para deixá-lo em alerta.

Samuel respondeu:

— Adrian.

Adrian...

O nome trouxe de volta à mente de Cristiano um rosto bonito demais, quase hipnótico, com um charme perigoso.

Adrian vinha da dança, mas, no mundo dos negócios, tinha uma inteligência muito acima da média. Acabou sendo descoberto pelo Grupo Hoglay e, desde então, passou a integrar a empresa.

Era, sem dúvida, um homem bonito. Mesmo numa idade em que muita gente já deixava de usar essa palavra com naturalidade, nele a beleza parecia intacta, como se o tempo simplesmente não tivesse poder para apagá-la.

Era homem e, ainda assim, bonito a esse ponto.

Cristiano estreitou os olhos.

— Então foi com Adrian, do Grupo Hoglay, que ela ficou... — Murmurou, com um sorriso frio surgindo no canto da boca. — Sérgio entregou ela para aquele velho?

Adrian tinha pouco mais de cinquenta anos, mas, para Cristiano, isso já bastava.

O sorriso em seus lábios ficou ainda mais carregado de deboche.

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