No Condomínio Vila Real.
Vanessa não permitiu que a ambulância entrasse.
Além disso, ordenou que Débora fosse contida.
Diante de Isabela, estendida no sofá, os olhos de Vanessa estavam tomados por uma frieza venenosa.
Ela exalava uma presença autoritária e perigosa, como uma lâmina prestes a cortar.
Enquanto caminhava em direção a Débora, falou com Isabela num tom quase casual:
— Me diz… Quanto sangue uma pessoa precisa perder pra morrer?
Os olhos de Isabela se estreitaram levemente.
— Isso você não vai chegar a ver.
Vanessa sorriu.
— Vai sim. Hoje mesmo.
Assim que terminou a frase, pisou com força nas costas de Débora.
A mulher, já idosa, deixou escapar um gemido sufocado, lutando para puxar o ar.
O olhar de Isabela endureceu no mesmo instante.
— Quantas vezes essa velha já ligou pro Cris, hein? — Vanessa continuou, com desprezo. — E ele voltou por acaso?
Ela aumentou ainda mais a pressão do pé.
— Nem sabe quem é a verdadeira dona da casa. Pra que serve alguém assim?
Débora não conseguiu se levantar.
O corpo simplesmente não respondia.
Vanessa forçou ainda mais e, então, virou o rosto para Isabela, um sorriso cruel desenhando-se nos lábios.
— Pelo jeito, mesmo que você sangre até a última gota hoje… Ele não vai voltar.
— Solta ela. — A voz de Isabela saiu fria, cortante.
Vanessa soltou uma risada curta.
— Defendendo ela? — Zombou. — Você mal consegue se manter viva agora.
Lentamente, retirou o pé das costas de Débora.
Em seguida, voltou a se sentar, com desprezo, na poltrona ao lado de Isabela.
— Casar-se por amor… Que coisa romântica. — O tom era gelado. — Entre tantas coisas em que você podia acreditar, foi logo acreditar em amor dentro de uma família rica… Tsc.
A frieza daquela voz era um aviso claro.
Vanessa queria que Isabela entendesse: "Dali, só sairia morta."
Isabela não se deu ao trabalho de responder.
Diante daquela indiferença quase arrogante, Vanessa estreitou os olhos.
— Nós te demos uma chance antes. Você é que não soube reconhecer o seu lugar… Então…
Ela não terminou a frase.
De repente, um estrondo violento explodiu do lado de fora, muito mais alto que a confusão anterior.
Vanessa se levantou e caminhou até a parede de vidro, olhando para fora.
O que viu fez seu rosto mudar por completo.
Havia muito mais gente agora.
Os homens dela estavam sendo rapidamente dominados.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar