Afinal, naquela casa, todo o favoritismo sempre fora para Taís.
Lívia também não se importava tanto assim.
Um lugar como a mansão da família Pereira a sufocava. Ainda mais com Bruna reclamando todos os dias, sem parar.
Não importava o que Taís fizesse de errado. No fim, a culpa sempre sobrava para Lívia.
Por isso, quando Bruna disse que compraria um apartamento mais perto da empresa, ela não se opôs.
Só que, na época da compra, Lívia não tinha muito dinheiro.
Queria um imóvel um pouco maior, mas Bruna não concordou. E ela não teve escolha a não ser aceitar.
Bruna ficou em silêncio.
Aquelas palavras a deixaram visivelmente contrariada.
— Que história é essa de que eu não deixei? Na época, eu só pensei que você fosse morar sozinha. Não havia necessidade de comprar um apartamento tão grande.
— A senhora tem razão. — Rspondeu Lívia.
Ela morava sozinha, então não precisava de um apartamento grande.
Mas qualquer imóvel colocado no nome de Taís era uma mansão, uma cobertura ou, no mínimo, um apartamento enorme.
E Taís quase nunca ficava em nenhum deles.
— Por que não tem nada para comer nesta geladeira? Que tipo de vida você anda levando?
— Eu costumo comer na empresa. A senhora mesma dizia que, se eu pudesse comer por lá, era melhor. Também dizia para eu não deixar muita coisa na geladeira, porque podia estragar. — Respondeu Lívia.
Afinal, ela também era filha da família Pereira.
No entanto, quando saiu da mansão para trabalhar e morar sozinha, tudo o que a própria mãe lhe ensinara fora economizar.
Que tipo de filha dos Pereira ela parecia ser?
O rosto de Bruna ficou ainda mais carregado.
Depois de muito procurar, ela finalmente encontrou alguns pacotes de miojo no armário.
— Amanhã compre alguma coisa para cozinhar. Agora eu e Taís dependemos de você.
Ela disse aquilo sem a menor cerimônia.
O tom era mais de ordem do que de pedido.
Lívia baixou os olhos, escondendo a emoção que passou por eles, e por fim disse:
— Vou voltar para a empresa. Preciso fazer hora extra.
Depois de dizer isso, virou-se para sair.
Então se lembrou de que viajaria a trabalho no dia seguinte. Tirou mil reais da bolsa e colocou o dinheiro sobre a mesa.
— Amanhã vocês mesmas compram. Vou viajar a trabalho por uma semana.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar
Eu espero que Isabela não tenha sido idiota e tenha gravado as duas ligações...
Eu realmente acho que ela deveria abrir o jogo com ele e falar da família, acredito que ele desistiria quando visse contra que poder estava lutando...
Esse Cristiano, merece o troféu 🏆 de maior idiota de todos os novels que já li...
Não nego que estou ficando com certas pena desse Ricardo pelo autor o ter feito tão retardado, como é que um presidente de uma grande empresa não tem malícia, é influenciado tão fácil pela família, não coloca as coisas que dizem sobre suspeita, não investiga nada profundamente? Sendo desse jeito e sendo cruel como dizem, não sei como ainda não morreu...
Eu realmente não entendo como Cristiano sendo um homem de negócios e pelo que vejo, cruel na surdina, porque é tão idiota no que diz respeito a essa cunhada...
A estória é boa, porém, repete inúmeras vezes os mesmos detalhes como "deu a família gêmeos, um menino e uma menina", "se não fosse o apoio de Sérgio...", e os episódios de raiva da família, acaba ficando cansativo, uma estória longa com muita repetição no enredo....
Tinha que ter como comprar o livro completo, pois como não está finalizado ainda não dá para saber por quanto ele vai sair no final......
Como Isabela não fez o teste de paternidade ainda?...
Livro excelente,mas demora muito para atualizar...
Posta mais capitulos...