Entrar Via

Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 725

Afinal, naquela casa, todo o favoritismo sempre fora para Taís.

Lívia também não se importava tanto assim.

Um lugar como a mansão da família Pereira a sufocava. Ainda mais com Bruna reclamando todos os dias, sem parar.

Não importava o que Taís fizesse de errado. No fim, a culpa sempre sobrava para Lívia.

Por isso, quando Bruna disse que compraria um apartamento mais perto da empresa, ela não se opôs.

Só que, na época da compra, Lívia não tinha muito dinheiro.

Queria um imóvel um pouco maior, mas Bruna não concordou. E ela não teve escolha a não ser aceitar.

Bruna ficou em silêncio.

Aquelas palavras a deixaram visivelmente contrariada.

— Que história é essa de que eu não deixei? Na época, eu só pensei que você fosse morar sozinha. Não havia necessidade de comprar um apartamento tão grande.

— A senhora tem razão. — Rspondeu Lívia.

Ela morava sozinha, então não precisava de um apartamento grande.

Mas qualquer imóvel colocado no nome de Taís era uma mansão, uma cobertura ou, no mínimo, um apartamento enorme.

E Taís quase nunca ficava em nenhum deles.

— Por que não tem nada para comer nesta geladeira? Que tipo de vida você anda levando?

— Eu costumo comer na empresa. A senhora mesma dizia que, se eu pudesse comer por lá, era melhor. Também dizia para eu não deixar muita coisa na geladeira, porque podia estragar. — Respondeu Lívia.

Afinal, ela também era filha da família Pereira.

No entanto, quando saiu da mansão para trabalhar e morar sozinha, tudo o que a própria mãe lhe ensinara fora economizar.

Que tipo de filha dos Pereira ela parecia ser?

O rosto de Bruna ficou ainda mais carregado.

Depois de muito procurar, ela finalmente encontrou alguns pacotes de miojo no armário.

— Amanhã compre alguma coisa para cozinhar. Agora eu e Taís dependemos de você.

Ela disse aquilo sem a menor cerimônia.

O tom era mais de ordem do que de pedido.

Lívia baixou os olhos, escondendo a emoção que passou por eles, e por fim disse:

— Vou voltar para a empresa. Preciso fazer hora extra.

Depois de dizer isso, virou-se para sair.

Então se lembrou de que viajaria a trabalho no dia seguinte. Tirou mil reais da bolsa e colocou o dinheiro sobre a mesa.

— Amanhã vocês mesmas compram. Vou viajar a trabalho por uma semana.

— Está bem. Vá logo.

Agora, Lívia não podia perder aquele emprego de jeito nenhum.

Afinal, ninguém sabia quando Luciano e Bianca voltariam. E, quando voltassem, também só poderiam ficar ali.

Dali em diante, a família inteira dependeria do pouco salário de Lívia para sobreviver.

Só de pensar nisso, Bruna já sentia dor de cabeça.

Assim que Lívia saiu, Bruna não conseguiu evitar a reclamação:

— Trabalhando há tantos anos, será que o salário dela nunca aumentou? Bastou pagar a parcela do carro e já ficou sem dinheiro?

Cada palavra carregava uma crítica velada, como se Lívia fosse incapaz e não tivesse futuro.

Taís também não escondia o desprezo.

— Antes, quando a Lívia voltava para casa, eu até achava que ela estava se dando bem lá fora. Mas agora, vendo isso...

Ao falar sobre como Lívia vinha se saindo, Taís se lembrou de uma coisa.

Antes, justamente porque Lívia tinha brigado com ela, Taís ficara furiosa e pressionara algumas empresas para impedir que a irmã tivesse boas oportunidades.

Aquelas empresas não ousavam ofender o Grupo Pereira. Naturalmente, apenas seguiram a corrente e fizeram o que ela queria.

Será que era por isso que, durante todos aqueles anos, Lívia nunca conseguira crescer de verdade?

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar