Karine estava irredutível.
Depois da humilhação que sofrera nas mãos da mãe de Antônio, não seria fácil fazê-la mudar de ideia, por mais que ele insistisse.
Ao perceber que nada do que dizia surtia efeito, Antônio começou a se desesperar.
— Por que você continua falando do Cristiano e da Isabela? Eu não sou igual a ele. Se você não gosta da família Moreira, então não precisa voltar para lá.
Para Antônio, a solução era simples.
Se Karine e sua família não conseguiam conviver, bastava mantê-las afastadas.
Era assim que ele enxergava a situação: de forma direta, quase ingênua.
Ao ouvi-lo, Karine sentiu apenas um cansaço amargo.
Era sempre assim.
Os homens faziam tudo parecer muito mais simples do que realmente era.
— Cristiano também não levou a Belinha para morar no Condomínio Vila Real?
Separar as pessoas era fácil.
Cristiano tivera exatamente a mesma ideia.
E de que adiantara?
Quando alguém queria infernizar a vida de outra pessoa, sempre encontrava um jeito.
No início, Cristiano talvez tivesse protegido Isabela. Talvez tivesse impedido que aquelas pessoas se aproximassem e tentado mantê-la longe dos conflitos.
Mas e depois?
Com o passar do tempo, até aquela proteção, a única que Isabela ainda tinha, acabou se desgastando junto com a paciência dele.
E, quando Cristiano se cansou, quem continuou sofrendo foi apenas Isabela.
Talvez ele também tivesse esperado que ela resolvesse sozinha os problemas com a família.
Depois de perder a paciência, provavelmente passou a acreditar que cabia a Isabela administrar aquelas relações e acabar com os conflitos.
Só que havia situações que não podiam ser resolvidas.
Não importava quanto ela cedesse, explicasse ou tentasse manter a paz.
Algumas pessoas simplesmente não queriam paz.
Karine vira histórias assim se repetirem vezes demais.
Por causa de Isabela, acompanhara de perto o que muitas mulheres enfrentavam depois de se casar com homens de famílias ricas e influentes.
Karine não pretendia percorrer o mesmo caminho.
A mão de Antônio, ainda firme em sua cintura, apertou-a com mais força.
— Antônio, você está simplificando demais as coisas.
Ela sustentou o olhar dele.
— Tudo o que você está propondo agora o Cristiano já tentou. E qual foi o resultado? Você mesmo viu.
Antônio acreditava estar oferecendo soluções novas, mas Cristiano já usara todas elas antes.
Manter distância.
Morar em outro lugar.
Impedir o contato.
Prometer que resolveria tudo.
E, no fim, nada funcionara.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar
É sério que não tem final? Não acredito que paguei por nada.......
Eu espero que Isabela não tenha sido idiota e tenha gravado as duas ligações...
Eu realmente acho que ela deveria abrir o jogo com ele e falar da família, acredito que ele desistiria quando visse contra que poder estava lutando...
Esse Cristiano, merece o troféu 🏆 de maior idiota de todos os novels que já li...
Não nego que estou ficando com certas pena desse Ricardo pelo autor o ter feito tão retardado, como é que um presidente de uma grande empresa não tem malícia, é influenciado tão fácil pela família, não coloca as coisas que dizem sobre suspeita, não investiga nada profundamente? Sendo desse jeito e sendo cruel como dizem, não sei como ainda não morreu...
Eu realmente não entendo como Cristiano sendo um homem de negócios e pelo que vejo, cruel na surdina, porque é tão idiota no que diz respeito a essa cunhada...
A estória é boa, porém, repete inúmeras vezes os mesmos detalhes como "deu a família gêmeos, um menino e uma menina", "se não fosse o apoio de Sérgio...", e os episódios de raiva da família, acaba ficando cansativo, uma estória longa com muita repetição no enredo....
Tinha que ter como comprar o livro completo, pois como não está finalizado ainda não dá para saber por quanto ele vai sair no final......
Como Isabela não fez o teste de paternidade ainda?...
Livro excelente,mas demora muito para atualizar...