A velha Sra. Alves falou com um tom calmo, mas aquelas palavras foram como um tapa no rosto de Ibsen, jogando toda a sua honra e dignidade no chão.
Apesar de ter obtido sucesso em seus empreendimentos e ser dono de uma grande empresa, o fato de ser o filho ilegítimo do presidente do Grupo Serpa era como uma mancha em sua vida, algo que ele nunca conseguia apagar.
Suas mãos, caídas ao lado do corpo, fecharam-se com força, e seu olhar tornou-se sombrio.
Ibsen baixou os olhos e, só depois de alguns segundos, conseguiu falar:
— Tudo bem, eu entendi.
Ao chegar ao térreo do hospital, ele encontrou Inês voltando com as mexericas.
Ela agiu como se não o tivesse visto, sem intenção alguma de cumprimentá-lo.
Quando passaram um pelo outro, Ibsen não conseguiu se conter e a chamou.
— Inês.
Inês virou-se para ele, com o olhar frio:
— Algum problema?
— Quando estávamos juntos, você também me desprezava por eu ser o filho bastardo do presidente do Grupo Serpa?
A expressão séria de Ibsen fez Inês franzir a testa.
Se ela o desprezasse, nunca teria ficado com ele.
Ela sabia que Ibsen era sensível sobre ser um filho ilegítimo do presidente do Grupo Serpa.
Mas, depois que ele obteve sucesso nos negócios, Ibsen nunca mais havia demonstrado qualquer sinal de inferioridade na frente dela.
Ela não sabia por que ele estava perguntando aquilo de repente, e também não tinha interesse em aprofundar o assunto.
— Nós já terminamos, a resposta para essa pergunta não importa mais.
Um dia ele entenderia que não importa se os outros o desprezam, o importante é que ele não despreze a si mesmo.
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