Afonso assentiu: — Tudo bem, pode ir. Ainda tenho alguns documentos para analisar.
— Certo, pai. Não trabalhe até muito tarde, a saúde é importante.
— Eu sei.
Ao sair do escritório de Afonso, Clarice foi direto para a garagem subterrânea.
Depois de entrar no carro, ela não teve pressa em sair, ficou sentada lá por um longo tempo.
Ela não conseguia entender como Inês conseguiu assinar com a matriz do Grupo Cunha.
Então, todo o seu esforço para se conectar com Ursula e fechar o contrato não valeu de nada?!
Quanto mais pensava, mais inconformada Clarice ficava.
Por que Inês tinha tanta sorte? Por que o esforço dela parecia uma piada?!
O celular na bolsa tocou de repente.
Ao ver o número na tela, ela respirou fundo antes de atender: — Por que está me ligando a essa hora?
— Estou com saudades. Você está livre hoje à noite? Estou te esperando na mansão.
— Tá, estou indo para aí agora.
Desligando o telefone, Clarice jogou o aparelho no banco do passageiro e ligou o carro para sair.
Enquanto isso, Inês e Lucas terminaram o jantar e foram a um shopping próximo para caminhar e fazer a digestão enquanto olhavam as vitrines.
Assim que entraram, Inês recebeu uma ligação de Benícia.
— Inês, deixa eu te contar uma coisa bizarra.
Inês ficou curiosa: — O quê?
— Você não postou uma foto no Instagram de mãos dadas com o Lucas? Não sei quem tirou print e mandou para o Ibsen. O Ibsen veio me perguntar agora pouco se você e o Lucas estão juntos.
Inês baixou os olhos, sem sentir qualquer emoção: — Ah... entendi.

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