— Não foi nada, só tivemos um pequeno desentendimento.
Benícia não insistiu no assunto, armou a mesinha sobre a cama do hospital, abriu a lancheira e dispôs a comida em cima.
— Coma primeiro.
— Uhum.
Inês pegou os talheres e, olhando para a amiga, disse:
— Benícia, obrigada por ter vindo me trazer comida.
Benícia revirou os olhos para ela:
— Coma logo.
Após a refeição, Benícia arrumou os talheres e avisou:
— Hoje à noite o Lucas fará companhia a você, então eu já vou indo.
— Está bem.
Pouco depois da partida de Benícia, Dona Alves chegou.
— Vovó, o que a senhora faz aqui?
Com medo de preocupá-la, Inês não pretendia contar-lhe o que havia ocorrido, mas surpreendentemente a avó acabou descobrindo tudo.
Dona Alves lançou-lhe um olhar aborrecido:
— Você ainda tem a ousadia de perguntar? Uma coisa tão grave acontece e você nem me avisa! Por acaso você ainda me considera sua avó?
Sob aquele olhar intimidador, Inês sentiu-se culpada e apressou-se em justificar:
— Eu fiquei com medo de preocupá-la. E como eu já estava bem, decidi não contar. Mas como a senhora descobriu que eu estava internada aqui?
Dona Alves soltou um bufado frio:
— Tentando me arrancar informações?
Inês: ...
— Chega, não importa quem me contou. Diga-me você, o que diabos aconteceu? Do nada, por que alguém te sequestraria? E mais, por que o Lucas está ali na porta sem entrar?
Diante do interrogatório de Dona Alves, Inês permaneceu em silêncio por um instante até relatar todos os detalhes e causas do ocorrido.



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