Lucas concordou com a cabeça e acompanhou Dona Alves até perto da janela.
— Aquele homem de meia-idade que estava ao seu lado é o seu irmão mais velho e também o culpado que mandou sequestrar a Inês, não é?
— Sim, avó Olívia. Eu lamento muito por tudo isso...
Dona Alves o fitou, e sua voz soou um tanto fria:
— Se você não tem capacidade de proteger a Inês, então eu acredito que não seja adequado que continuem namorando. Afinal de contas, a Família Leite é da alta elite da Cidade do Mar, e a situação lá com certeza é muito mais complexa do que na Família Alves.
— Se a Inês ficar com você, sem dúvida passará por muitas provações e desaforos. Ela já sofreu demais na vida e eu não quero que passe por mais nenhuma humilhação no futuro.
Lucas abaixou a cabeça; metade de seu rosto bem talhado estava sob a luz e a outra metade mergulhava nas sombras, ocultando sua real expressão.
Passaram-se vários segundos até que ele voltasse a encarar Dona Alves.
— Avó Olívia, eu sei que o que aconteceu deixou tanto a senhora quanto a Inês muito decepcionadas comigo, mas eu garanto que esta será a última vez. Eu jamais permitirei que ela volte a correr esse tipo de perigo no futuro, nem deixarei que sofra qualquer desaforo na Família Leite.
Ele exibia uma expressão serena e um tom solene, mas Dona Alves mantinha o cenho severamente franzido.
— Você diz que não vai deixar que ela corra esse perigo de novo e que não deixará que sofra. Eu acredito que as suas palavras sejam sinceras, mas desta vez ela foi sequestrada e quase perdeu a vida, e a única coisa que você pôde fazer foi trazer a sua família para pedir desculpas. Se algo parecido acontecer da próxima vez, você os trará apenas para pedir desculpas outra vez?
— A atitude do seu irmão é um crime perante a lei. O que você deveria fazer não é trazê-lo para se desculpar, mas sim fazer com que ele arque com as sanções judiciais.
As palavras de Dona Alves ecoaram com firmeza, caindo como um verdadeiro tapa no rosto de Lucas.
— Avó Olívia, eu sei que, por mais que eu fale agora, a senhora não acreditará. Mas eu usarei o tempo para provar que posso, sim, proteger muito bem a Inês.
Dona Alves o fitou fixamente e ponderou:


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