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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 100

Quando Júlia acordou, primeiro sentiu um cheiro de óleo de motor misturado com poeira, e só então se lembrou do que lhe havia acontecido.

Seus olhos estavam vendados, e ela não conseguia ver nada.

Dentro do carro, ouvia-se a voz de dois homens.

Júlia, deitada no banco de trás, tateou até encontrar sua bolsa que estava aberta.

O celular havia sumido, mas, no fundo da divisória, o gravador de voz que ela acabara de comprar ainda estava lá.

Ela foi puxando o aparelho pouco a pouco e o segurou dentro da manga.

A estrada, inicialmente plana, começou a ficar esburacada.

Aproveitando o solavanco de uma curva, Júlia empurrou a venda dos olhos um pouco para cima.

Estava um breu nos dois lados da estrada; com a trepidação, era possível distinguir vagamente que os barrancos estavam tomados por mato.

O motorista: — Daqui a pouco, quando a gente chegar no galpão, eu amarro ela. Você dá uma ligada avisando.

Júlia pressionou silenciosamente o botão de gravar.

— Não precisa. Aquela mulher é muito cautelosa, mesmo se eu ligar, ela não vai atender.

Após falar, ele abaixou a cabeça, segurou o queixo de Júlia e a observou.

Júlia nem ousou respirar.

O homem disse: — Tsc, que rostinho lindo, que pena ter que desfigurar. Mais tarde vou tentar acabar logo, e depois de brincar, vou te deixar provar também. Senão, esses quinhentos mil não compensariam.

Ao ouvir isso, todos os ossos do corpo de Júlia pareceram congelar.

Esses dois não queriam dinheiro; eles queriam destruí-la!

Ela quase não conseguia se conter para não tremer.

Mas forçou-se a manter a calma.

Como as coisas chegaram àquele ponto, não havia outra opção a não ser salvar a si mesma.

Júlia avaliou cuidadosamente as condições da estrada.

Ao mesmo tempo, apertou as palmas das mãos e percebeu que, embora as mãos estivessem amarradas com corda de sisal, os pés estavam soltos.

Ela balançou os pulsos e encontrou o nó corrediço na corda.

Ela precisava encontrar uma oportunidade para fugir!

Júlia ajustou desesperadamente a respiração para suprimir o coração acelerado.

Ela ouviu o homem ir para o banco da frente.

— Cadê o isqueiro? Deixa eu procurar.

Foi nessa hora que Júlia se sentou bruscamente e puxou a trava da porta de forma rápida e certeira!

Ela sabia que a oportunidade era única; jogou o ombro com força contra a porta do carro.

O policial, vendo que ele estava dividindo a atenção, teve vontade de revirar os olhos.

Piggarreou e perguntou: — Qual é a relação de vocês com a vítima? Tem algum familiar?

Dona Helena adiantou-se: — Eu sou a avó. E aquele ali...

Ela apontou para o neto alto e bonito: — É o marido inútil dela.

O policial: — ...

Após o registro noturno, o policial começou a checar as câmeras de vigilância ao redor do local do incidente.

Sérgio já não conseguia mais esperar.

Ele não parava de se comunicar com a equipe técnica da sua empresa: — Uhum. Procure rastrear através dos dispositivos Bluetooth conectados anteriormente; talvez ela estivesse usando um smartwatch. Descubram a localização da última vez que o celular foi ligado o mais rápido possível, tem a função Tag... Uhum... Salário triplo pelas horas extras de hoje à noite.

Sérgio deixou o secretário Éder fazendo companhia à sua avó.

Pediu para Patrícia fornecer as informações pessoais adicionais à polícia.

Ele mesmo, então, entrou no carro e seguiu direto rumo ao local rastreado pelo departamento de tecnologia.

O policial perguntou a Patrícia: — Antes de ela desaparecer, houve perda de algum pertence ou ela se envolveu em algum conflito?

Sérgio, que já estava chegando à porta, hesitou por um momento ao ouvir a pergunta.

Depois, virou-se e partiu.

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