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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 112

Talvez por ter sido molhada pela chuva, a mão de Sérgio estava um pouco fria.

Júlia se soltou suavemente:

— Não precisa, minha empresária vai me levar.

Sérgio abaixou a mão, esfregando levemente as pontas dos dedos. Ele achava que essas pequenas coisas não deveriam importar, mas sua boca agiu sem controle:

— Dona Eunice preparou uma sopa em casa, a vovó está te esperando.

Júlia ficou em silêncio por um momento e balançou a cabeça.

O caminho e o destino já estavam traçados ali, e o processo parecia se tornar menos importante, exatamente como o casamento deles.

Ela estava prestes a falar quando, de repente, ouviu-se um falatório ruidoso na entrada do hospital.

— Ah!

Clarice havia escorregado acidentalmente nos degraus e torcido o pé.

A roupa de hospital que usava era extremamente folgada, fazendo-a parecer ainda mais pálida e esquelética.

Sentada no chão, parecia uma pequena margarida encurvada pela tempestade, frágil e digna de pena.

Até os médicos e enfermeiras não aguentaram ver; enquanto a ajudavam a se levantar, perguntavam ao redor:

— Onde estão os familiares da paciente?

Sérgio parou por um segundo e disse a Júlia:

— Espere só um instante.

Dito isso, assim como acontecera inúmeras vezes no passado, ele foi até lá.

Júlia ficou parada na chuva cinzenta, sentindo que ela e eles pertenciam a mundos completamente diferentes.

E quem diria o contrário?

Sérgio caminhou a passos largos, abaixou-se e deu uma olhada:

— Como foi tão descuidada? Onde está a Sra. Cardoso?

Clarice mordeu o lábio, abaixando a cabeça como uma criança que fez algo de errado:

— Sérgio, fiquei sabendo que vocês estavam indo para casa, vim especialmente para trazer um guarda-chuva. Fui muito desastrada.

Ao terminar, seu olhar cruzou a multidão e pousou em Júlia.

E lentamente, ela esboçou um sorriso em direção a ela.

Sérgio disse ao médico:

— Ela é paciente do quarto 302, na ala VIP.

Vendo que ele se virava para sair, Clarice estendeu a mão, segurou a manga dele e apontou para o lado:

— O guarda-chuva está ali, espere, eu pego para você.

Ela mordeu o lábio e disse:

— Minha mãe vai embora da Cidade N, Sérgio... Quando eu tiver alta, você poderia vir me buscar também?

Sérgio pegou o guarda-chuva:

— Entendido. Se precisar de algo, me ligue.

— Não vamos interferir agora, apenas coloque alguém para vigiá-los. Enquanto não acontecer nada grave, não fazemos nada. Se alguém aparecer para ameaçá-los, podemos pagar a menor quantia possível primeiro e, em seguida, chamar a polícia imediatamente.

Pessoas gananciosas nunca se arrependem.

Ela lhes daria apenas pequenas quantias, mil ou dois mil de cada vez, como uma cenoura pendurada na frente de um burro.

Para fazer Alberto ter sempre uma sensação de urgência.

Além disso, ela já havia contatado profissionais ainda mais capacitados para rastrear o paradeiro do gravador. Mesmo que não o encontrassem, poderiam investigar mais a fundo se Clarice e sua mãe tinham alguma ligação com Juliano ou os dois sequestradores.

Eles não morreriam nem ficariam aleijados, mas também nunca conseguiriam quitar a dívida, até que os cobradores ou o próprio Alberto fossem presos.

Júlia voltou para a mansão e calçou seus chinelos.

Ela ainda segurava aquele buquê de girassóis nas mãos.

Dona Helena achou graça:

— Eles já eram seus para começo de conversa, por que você os trouxe de volta?

Júlia nunca poupava esforços para agradar a velha senhora:

— A senhora quem me deu essas flores, eu fiquei com pena de deixar para trás. Tê-las por perto me faz lembrar da vovó, e isso melhora meu humor na hora.

A velha senhora, contente, puxou-a para dentro de casa para comer.

Na mesa de jantar, Sérgio não disse uma única palavra, apenas observou o sorriso radiante de Júlia sem interrompê-la.

Depois, saiu direto para o quarto.

Normalmente, ele trancava a porta. Hoje, no entanto, depois de fechá-la por costume, parou para pensar e a deixou entreaberta.

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