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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 134

Clarice instalou-se no quarto de empregada com profundo ressentimento.

Abriu a mala e, após hesitar um instante, apanhou uma pílula.

Havia sido muito difícil consegui-la. Era um afrodisíaco com leves efeitos alucinógenos.

Os acontecimentos de hoje fugiam totalmente do que ela havia planejado.

Seu objetivo inicial era fazer com que Sérgio a levasse para o luxuoso apartamento dele no centro.

Mas a velha mansão também serviria. Como o lugar era enorme, mesmo que algo acontecesse, Dona Helena não ficaria sabendo.

A menos que o próprio Sérgio não quisesse esconder.

O que ela não esperava era que Júlia também estivesse ali.

Clarice jogou a pílula na palma da mão, subiu até o escritório e bateu à porta:

— Sérgio, você está aí?

Não houve resposta.

Ela abriu a porta com cautela e escutou o som do chuveiro vindo do banheiro.

Na mesa havia uma caixa de presente e, ao lado, um copo de água.

A mão de Clarice suava, tornando a pílula úmida e grudenta.

Luciano Lima tinha toda a razão.

Se ela conseguisse dormir com Sérgio e por acaso engravidasse.

Ele certamente assumiria a responsabilidade.

Clarice aproximou-se e encarou seu próprio reflexo no copo.

— O que você está fazendo?

Assustada com a voz de Sérgio, Clarice pulou no lugar.

A porta do banheiro abrira e fechara rapidamente.

Sérgio, vestindo apenas uma toalha, ao ver que ela estava lá, voltou para o banheiro para se trocar.

As mãos de Clarice tremiam levemente. Ela guardou a pílula no bolso e falou mais alto em direção à porta:

— Hoje é seu aniversário, vim especialmente para te ver!

Enquanto falava, tirou seu próprio presente e jogou casualmente a caixa que estava na mesa dentro da lixeira.

A caixa descartada tinha o emblema da marca de joias que Júlia representava; não era preciso nem perguntar de quem era.

Quando Sérgio abriu a porta novamente, já vestia uma roupa confortável de casa.

Clarice pousou o relógio na mesa e disse com um sorriso:

— Esse é meu presente, feliz aniversário.

Sérgio parou por um instante.

Só então se deu conta de que hoje era o dia do seu aniversário.

— Obrigado, Clarice.

Em dias comuns, Clarice teria encontrado um pretexto para ficar, mas sentindo-se culpada hoje, arranjou uma desculpa qualquer e saiu logo em seguida.

Do outro lado da porta, seu coração ainda batia acelerado.

Hoje não fora o momento propício; teria que arranjar outra oportunidade.

Até mesmo Dona Helena alegou não ter apetite.

No final, apenas duas pessoas sentaram-se à mesa.

Ao ver Clarice sentada no lugar onde Júlia sentava habitualmente, a mão de Sérgio hesitou ao puxar a cadeira.

Ele tinha sido claro sobre o café da manhã ocidental, mas a mesa estava coberta de comida tradicional.

De olhos baixos, Sérgio mergulhou em seus pensamentos.

Clarice serviu-lhe um prato de sopa, ajeitou a disposição dos pratos e, por iniciativa própria, passou um café para ele.

Era como se os dois fossem casados.

— Sérgio, prova isso aqui.

O olhar de Sérgio pousou na xícara de café por alguns momentos.

— Espere um pouco, vou pedir para a Débora ir te ajudar a procurar uma casa.

Clarice ficou estupefata.

Ela imaginava que ele a mandaria para o grande apartamento no centro... mas não foi o que aconteceu.

Parece que todas as coisas deveriam ser aceleradas.

Júlia chegou à empresa por volta das nove da manhã.

Depois de verificar a agenda com Patrícia Prado, foi ler seus roteiros.

O grande projeto S+ que havia garantido através de testes começaria a ser filmado em dois meses.

Durante a tarde, bateram à porta do escritório.

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