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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 133

Curiosamente, ela podia ver o quarto onde Júlia dormia.

— Parece que o meu quarto já está ocupado.

Clarice olhou para Júlia com um suspiro melancólico:

— Desculpa, Júlia, falei sem pensar. É que eu não sabia que você e o Sérgio estavam dormindo em quartos separados.

Cada palavra que ela proferia demonstrava o quão familiarizada estava com aquela casa.

Como se ela fosse a verdadeira dona da casa dos Santana e Júlia fosse a intrusa batendo à porta no meio da noite.

Dona Eunice já havia se afastado, voltando aos seus afazeres.

Então Clarice se aproximou, sussurrando perto de Júlia:

— Eu ouvi dizer que tem uns pássaros que invadem a casa dos outros, e acham que se botarem um ovo, viram os donos do ninho.

Ela sorria de canto; seu brilho labial rosa brilhava de forma irritante.

— Mas, Júlia, da última vez, a Tia Beatriz disse que você não consegue nem botar ovo.

O rosto de Júlia escureceu e ficou frio.

Clarice recuou, observando-a tranquilamente.

Pareceu até desapontada por Júlia não ter levantado a mão e lhe dado um tapa de imediato.

Júlia sorriu:

— Clarice, você realmente está apelando de forma patética.

Clarice mordeu os lábios:

— O que você disse?

— Eu disse que, se você tivesse apenas esperado quieta, talvez o Sérgio e eu teríamos nos divorciado. Mas agora, com você assim, quero muito ver você em desespero. — respondeu Júlia.

Clarice limitou-se a fuzilar Júlia com o olhar.

Júlia a ignorou e caminhou até Sérgio e Dona Helena.

Os dois se recusavam a ceder.

Júlia notou que os olhos da velha senhora estavam arregalados de raiva.

Até o pescoço dela estava mais grosso por causa do nervosismo.

Júlia chegou a temer que a velha senhora passasse mal.

Sérgio estava determinado a deixar Clarice ficar.

Mas onde no mundo as coisas seriam tão fáceis?

Sem lágrimas ou escândalos, Júlia entrelaçou o braço no de Sérgio e disse a Dona Helena:

— Vó, a Clarice parece ser uma coitada, se ela quer ficar, acho que não tem problema.

Dona Helena segurou o braço dela:

— Julinha!

Júlia sorriu:

— Mas só por uma noite. Ela tem que ir embora antes das dez da manhã.

Sérgio sentiu o peso no braço e de repente se endireitou.

A sensação de preenchimento virou um imenso vazio.

Ao passar por Clarice, Júlia viu que o rosto dela estava verde de raiva e os olhos soltavam faíscas.

Ela imitou a atitude de Clarice e disse com suavidade:

— A Clarice sempre foi muito compreensiva e paciente, acredito que vá entender, não é?

Clarice tremia da cabeça aos pés.

De ódio.

Como ela ousava tratá-la como uma empregada!

Clarice fuzilava Júlia com os olhos, o peito arfando violentamente.

Júlia falou em voz alta:

— Dona Eunice, a Clarice vai dormir no quarto de empregada esta noite, por favor arrume a cama para ela.

Dona Eunice não evitou mais o trabalho, respondendo de forma enérgica:

— Sim! Já vou!

Seu ânimo se assemelhava ao da recepção de um spa luxuoso.

Pronta para pegar uma toalha e assumir o posto, clamando: 'Uma hóspede VIP!'

Clarice olhou para Sérgio de forma lamuriosa:

— Sérgio, eu...

— Não se preocupe, Clarice, aquele quarto é muito bom. — respondeu Sérgio.

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