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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 157

O aparelho estava com a tela voltada para baixo em cima da cama, e ela só percebeu que a tela piscava por causa do ângulo em que estavam abaixados.

Júlia segurou o pulso de Sérgio, sem se dar conta de que estava exibindo uma expressão de profunda tristeza.

Ao notar o olhar dela, a nuvem sombria sobre o humor de Sérgio pareceu se dissipar um pouco.

— Cuidado para não encostar em nada.

Júlia tocou levemente as costas da mão de Sérgio com o indicador, instruindo-o a não se mover.

E se arrastou até a cama para pegar o celular.

Ao conferir as notificações, havia mais de uma dúzia de mensagens de voz e ligações perdidas.

Sérgio poderia muito bem ter acionado os seguranças ou chamado a polícia, mas decidiu não fazê-lo.

Para um apostador desesperado como Alberto, que chegava ao cúmulo de arremessar pedras em janelas por causa de dívidas de jogo, uma simples advertência na delegacia não surtiria o menor efeito.

— Atenda e coloque no viva-voz. Se o Alberto exigir que você desça para falar com ele, concorde por enquanto.

Só então Júlia foi atingida pelo impacto do medo.

Ao olhar para a enorme pedra atirada no chão, não conseguia imaginar o que teria acontecido se Sérgio não estivesse ali e ela tivesse permanecido perto da janela.

Teria sido o seu fim, não é?

Sérgio parecia ler os pensamentos dela e garantiu, firme:

— Faça o que estou dizendo. Não tenha medo.

Aquele tipo de consolo vindo de qualquer outra pessoa não teria muita serventia.

Mas, se Sérgio estava dizendo aquilo, era porque ele tinha a situação sob controle.

Júlia de fato sentiu-se muito mais segura.

Ela atendeu a chamada.

Sérgio pegou o próprio celular e começou a gravar o áudio.

A voz de Alberto ecoou, rascante:

— Finalmente atendeu, hein? Pelo visto você continua como era criança: só aprende na base da pancada.

Júlia olhou para Sérgio; as mãos dele estavam cheias de sangue, e a sua testa, enrugada, indicava dor intensa.

Na realidade, Sérgio ouvira perfeitamente a ameaça de Alberto pelo viva-voz e fora aquilo que causara a sua expressão tensa.

— Vá direto ao ponto. O que você quer? Ou prefere ir explicar as coisas na delegacia?

Alberto respondeu:

— Tudo bem. A grande estrela aqui é você, não eu. Quando todo mundo descobrir que você foi parar na delegacia, acho que sua carreira vai por água abaixo, não é?

— Passe para cá agora mesmo!

Júlia concordou:

— Tudo bem, mas você vai ter que esperar um pouco. A janela estilhaçou e eu acabei me machucando, preciso fazer um curativo.

Dessa vez, Alberto ficou em silêncio por alguns instantes antes de assentir.

E ainda a ameaçou:

— Não invente nenhuma gracinha, senão eu vou expor toda a sua vida particular na internet.

Ela encerrou a chamada e conduziu Sérgio para fora do quarto de hóspedes.

Júlia percebeu que ele a encarava, sentindo-se um tanto desconfortável:

— Por que está me olhando assim?

Sérgio observou-a dar pequenos passos apressados para buscar a caixa de primeiros socorros. Com a mão suja de sangue, ele esbarrou levemente no pequeno calendário sobre a mesa.

— Nada.

Ele só achava que, apesar de tudo, ela ainda se preocupava com ele.

Mas isso, ele guardou para si mesmo.

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