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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 171

O carro era o Porsche Panamera que ele mais costumava dirigir.

Júlia sentou-se no banco do passageiro e entregou-lhe o cartão.

Sérgio não aceitou:

— Não precisa, são apenas cinco milhões.

Além disso, ele tinha seus próprios planos; aquele dinheiro poderia ser recuperado.

Júlia, no entanto, insistia em deixar as contas claras.

Após o carro dar a partida, ela não incomodou Sérgio, mas abriu diretamente o porta-luvas do passageiro.

Assim que o abriu, as coisas lá dentro escorregaram para fora.

Era um kit de retoque de maquiagem feminino.

Um espelhinho, um pente dobrável, um frasco de perfume fracionado e um batom de cor para o dia a dia.

Júlia percebeu imediatamente que todas aquelas coisas pertenciam a Clarice.

Seu olhar fixou-se, e seus movimentos congelaram.

Pensando bem agora, já fazia muito tempo desde a última vez que ela andara no carro pessoal de Sérgio.

E o banco do passageiro era uma posição bem peculiar.

O ressentimento de quando fora questionada sobre sua decência ressurgiu.

Sérgio viu aquilo, franziu a testa e estendeu a mão para empurrar tudo de volta.

O porta-luvas fechou-se com um estalo brusco.

Júlia sabia que era porque Sérgio achava que ela havia derrubado as coisas de Clarice e, por isso, estava insatisfeito.

Ela apertou o cartão com força em sua mão.

O pedaço fino parecia uma faca, marcando um rastro vermelho na palma de sua mão.

Júlia teve vontade de questionar Sérgio, perguntando se ele próprio era decente.

No segundo seguinte, a tela do painel do carro acendeu com uma chamada.

O nome 'Clarice' piscava incessantemente.

Sérgio recusou a chamada, mas a pessoa do outro lado não desistiu.

Depois da segunda tentativa, Júlia disse com indiferença:

— Pode atender.

— Não precisa, eu passo lá daqui a pouco. — respondeu Sérgio.

Ele desligou novamente.

Para sua surpresa, Clarice fez uma chamada de voz logo em seguida.

Sem alternativa, Sérgio colocou o fone Bluetooth, não ligando o viva-voz.

Júlia virou o rosto para a janela, tentando agir como uma pessoa emocionalmente estável, mas simplesmente não conseguia se acalmar.

Porque a voz de Sérgio era incrivelmente gentil.

Chegavam bem na hora em que ela estava doente ou sendo ameaçada.

Mas desapareciam instantaneamente ao menor sinal do nome de Clarice.

Ela se sentia como uma criança que aguardava constantemente uma recompensa; embora dissesse que não queria, continuava a imaginar aquele sabor invejável em sua mente, repetidas vezes.

Era uma figura muito deprimente.

Teria sido melhor se nunca tivesse provado o gosto da gentileza e da doçura desde o princípio.

Sérgio desligou a chamada.

Júlia limpou discretamente as lágrimas no canto dos olhos.

Ela enfiou o cartão de cinco milhões no porta-luvas, mantendo-o estritamente separado das coisas de Clarice, delimitando bem os territórios.

— Júlia...

— Eu cheguei, obrigada.

Sérgio a puxou e tirou do bolso do paletó uma cartela de remédios para resfriado.

Ele colocou na mão dela:

— Não se esqueça de tomar no almoço, venho te buscar à noite.

Júlia balançou a cabeça:

— Não precisa, de agora em diante é melhor que eu venha para a empresa sozinha.

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