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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 179

Ela virou a cabeça e viu Sérgio encostado atrás de Dona Helena.

— O que significa isso? Ela pediu para você cozinhar?

Júlia inicialmente não queria dar atenção, mas ao ver o olhar ressentido de Clarice mordendo o lábio, mudou de ideia.

Por que era sempre ela que tinha que aguentar calada?

Júlia também inclinou a cabeça para trás.

— Diretor Santana, o jeito que eles me tratam não é resultado da sua permissão silenciosa?

Sérgio ficou completamente confuso.

Quando foi que ele permitiu silenciosamente tal coisa?

O grande CEO nunca imaginara que sua atitude de ignorar e não assumi-la publicamente serviria de modelo para os outros copiarem.

Júlia se humilhava e engolia sapos por Sérgio.

Por que não faria o mesmo com os outros mais velhos da família Santana?

Ele também nunca havia pensado que, na posição de Júlia, contanto que ele não abrisse a boca para defendê-la, ela teria que continuar fingindo que estava tudo bem.

Assim como em milhares de outras famílias.

Por trás de todo problema entre sogra e nora, há sempre um marido omisso.

Sérgio tocou novamente na mão de Júlia, mas desta vez não disse nada.

Os dois sussurraram por um momento e logo voltaram às suas posições originais.

Rapidamente, Sérgio passou seu paletó por trás de sua cadeira e o colocou sobre o encosto da cadeira de Júlia.

A idosa abriu um sorriso largo, rindo de orelha a orelha.

A comida foi servida.

Sopa de costela com milho e cogumelos porcini, servida em porções individuais; havia apenas três tigelas.

Colocadas na frente de Dona Helena, Sérgio e Júlia.

Caranguejos marinados em vinho, arranjados em pequenos pratos de cristal.

Tofu ao molho de caranguejo, ensopado de cogumelos com verduras frescas da estação.

E muitos outros pratos requintados e belos.

Sem exceção, todos em porções individuais.

A expressão de Simone congelou.

Logo, quebrou-se por completo.

— Cadê a minha comida?

Onde está a minha travessa enorme de comida?!

E as coisas que dizia também soavam muito estranhas.

— Júlia, este é o banquete de noivado do Osvaldo! Se você não queria ajudar direito como cunhada, tudo bem, mas fazer corpo mole de propósito!

Clarice fingiu uma expressão de consternação:

— É verdade; melhor derrubar dez templos do que arruinar um casamento. Será que isso não atrai o castigo divino?

Sérgio lançou um olhar cortante para Clarice.

Ela imediatamente mordeu o lábio e calou-se.

Osvaldo, ao ver que a comida na mesa não era o que ele havia pedido, desfez a expressão na hora.

— Mamãe, eu quero o Buda Pulando o Muro, quero a carne de porco da sorte, quero pombinho!

Sérgio, de imediato, bateu a taça de vinho com força na mesa e disse com frieza:

— Fale direito com a sua cunhada! Você veio depois de mamar hoje de manhã?

Ele zombava do fato de Osvaldo ser um filhinho de mamãe.

Osvaldo não se atrevia a provocar Sérgio e logo resmungou ofendido:

— M-a-a-a-a-ãe!

— Muito bem, vocês dois, marido e mulher, estão armando um teatro para me dar o bote, é? Era só o que faltava! Ai, meu pobre Oswaldinho!

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