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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 213

De repente, sua vida parecia ter se desajustado.

Desde grandes problemas, como o divórcio e vários projetos, até coisas pequenas como comer, beber água ou até mesmo a fragrância do escritório.

Tudo parecia estar contra ele.

O couro cabeludo de Sérgio latejava de tensão.

Éder ajeitou os óculos.

Encará-lo não adiantaria de nada.

— Deseja que eu entre em contato com a senhora?

Sérgio murmurou um 'sim' inicialmente, mas logo mudou de ideia.

— Não precisa.

Quando Éder saiu do escritório.

Sérgio pegou o celular, deslizou até encontrar um número pouco familiar e, após o olhar se deter por um instante, decidiu ligar.

O telefone tocou duas vezes antes de ser atendido.

— Quem fala?

Sérgio ficou em silêncio.

Júlia realmente estava perguntando quem era?

Nas lembranças de Sérgio, não importava quando ele ligasse, Júlia sempre atendia sorridente.

Se fosse em um dia de semana, ela desligava rapidamente para não atrapalhar seu trabalho.

Se ele estivesse em um jantar de negócios, Júlia conseguia perceber pelo tom de voz se ele queria continuar na festa ou se queria uma desculpa para sair.

E sempre fornecia a desculpa perfeita.

Sérgio usou inúmeras vezes o pretexto 'minha esposa está me esperando em casa'.

Naturalmente, os outros não faziam perguntas demais. Afinal, muitos deles tinham amantes além de suas esposas, e quem poderia saber a qual 'esposa' o poderoso Diretor Santana se referia.

Mantinham a pose.

Coisas como essa aconteciam com frequência.

Parecia que todas as necessidades de Sérgio estavam sempre sob os cuidados de Júlia.

Ele aceitaria que Júlia ficasse brava, questionasse ou até chorasse e reclamasse como Clarice fazia.

Mas não suportava ser tratado como um atendente de telemarketing.

Júlia segurava a panela com uma mão enquanto equilibrava o telefone entre o ombro e a bochecha.

Não sabia se o seu apetite tinha mudado devido à gravidez.

Tinha comido ao meio-dia, mas agora queria beliscar algo.

Decidiu fazer uma Omelete de Ervas.

Ao não ouvir nada do outro lado da linha, pensou que fosse engano e estava prestes a desligar.

Ele processou aquilo em silêncio por um instante.

— A fragrância do meu escritório acabou.

Ao ouvir isso, Júlia ficou perplexa.

Como ela poderia imaginar que o grande Diretor Santana precisaria se preocupar com um detalhe tão insignificante?

— Vou mandar a receita para a assistente Ding.

Sérgio notou um tom de resignação e impaciência na voz de Júlia.

Ele achou que devia dizer mais alguma coisa.

Júlia já havia continuado: — E mais. De agora em diante, para assuntos de trabalho, fale com o meu agente. E para questões do divórcio, fale diretamente com o Sr. Xavier.

— Enviarei o contato dele para o Éder.

Essas duas frases foram como um tapa sutil no rosto de Sérgio.

Um nó se formou em seu peito.

Desde quando Sérgio precisava passar por duas barreiras e relatar as coisas camada por camada só para entrar em contato com alguém?

O constrangimento e a indignação eram como um licor de ameixa que havia estragado na fermentação.

Traziam um sabor amargo e azedo.

Sérgio esfregou os dedos levemente: — Júlia, precisamos conversar.

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