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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 222

Clarice cambaleou dois passos antes de conseguir se firmar.

Ao ver a expressão de profunda impaciência no rosto de Sérgio, seu corpo inteiro começou a tremer.

— Sérgio, do que você está falando?

— Você é o pai da criança, por que eu não posso aparecer?

Ela exibiu uma expressão cuidadosa e hesitante.

— Você está brincando comigo, não está?

— Só pode ser isso. O que a Júlia te disse? Só pode ter sido ela.

— Sérgio, depois de todos esses anos que passamos juntos, como você pode acreditar nas palavras de uma estranha?

Ao ouvir aquilo, Sérgio ergueu levemente uma sobrancelha.

— Estranha?

O significado daquela palavra era evidente.

Afinal, eram Júlia e Sérgio que possuíam uma certidão de casamento. Como Clarice ousava chamá-la de estranha?

O rosto de Clarice perdeu completamente a cor.

Sérgio colocou um cartão em cima da mesa.

— Se não for o suficiente, fale diretamente com o Éder.

Ele fez uma pausa e avisou mais uma vez.

— Lembre-se do que eu disse. Por causa do bebê, agora você só vai para o Centro de Gestação.

— Se eu descobrir que você disse ou fez qualquer coisa contra Júlia de novo, você vai fazer companhia à sua mãe.

Após dizer isso, Sérgio saiu sem sequer olhar para trás.

Ele não deu a mínima para a expressão de choro iminente de Clarice.

Ao voltar para a mansão, viu o carro de Júlia estacionado na porta e seus movimentos ficaram muito mais rápidos.

Júlia ia se juntar à equipe de filmagem no dia seguinte e tinha vindo especialmente pedir à Dona Helena Santana que a ajudasse a convencer Sérgio.

Afinal, ela havia concordado em voltar à mansão anteriormente sob a promessa de que a senhora ajudaria a persuadir Sérgio a aceitar o divórcio.

Considerando aquilo apenas uma antecipação do período de reflexão.

Desde que Júlia dera entrada na justiça, o processo havia estagnado completamente.

O motivo era a recusa de Sérgio em se divorciar.

Nos processos de divórcio litigioso, a primeira coisa que o tribunal analisava era se a relação havia se rompido. Se Sérgio não concordasse, o tribunal daria prioridade à mediação.

Ela e o Sr. Xavier já haviam até mesmo reunido as provas da traição de Sérgio.

Mas ele não tinha cometido bigamia, nem sequer morado junto com Clarice Cardoso por um longo período.

Aos olhos da lei, aquilo não poderia ser considerado traição.

Se Sérgio insistisse em dizer que a traição tinha sido involuntária, o resultado do processo seria muito desfavorável a Júlia.

Um filho fora do casamento seria um excelente motivo de culpa.

Com a condição de que Júlia conseguisse um teste de paternidade provando o laço entre a criança ilegítima e Sérgio.

Dona Helena Santana olhava para os dois acordos de divórcio à sua frente, sem saber o que dizer.

— Julinha, você sabe que eu gosto muito de você e não quero que você e Sérgio se divorciem.

Júlia observou a senhora sentada no sofá, com as mãos fechadas em punho sobre os joelhos.

Sérgio segurou a mão de Júlia.

De repente, muitos pensamentos que desejava expressar brotaram em sua mente.

Como o acidente de carro, as questões médicas e também as armadilhas de Clarice.

Mas, ao encontrar o olhar frio de Júlia, todos esses pensamentos ficaram instantaneamente congelados.

Como milhares de grãos de soja despejados repentinamente num funil, cada grão competindo para cair primeiro, o que resultou em todos ficarem entalados.

— Nestes últimos dias, eu descobri muitas coisas. O seu acidente de carro e sobre aquela noite no banquete particular...

— Diretor Santana.

Júlia soltou a mão dele e disse calmamente: — Esse problema é seu.

— Eu vim hoje pedir ajuda à Dona Helena. Se você não quiser que o nosso divórcio se torne público e todo mundo fique sabendo, por favor, seja razoável.

Depois de dizer aquilo, ela destravou a porta de seu carro à distância.

Sérgio sentiu-se como as cinzas remanescentes do carvão numa churrasqueira.

No começo, estava incandescente.

Assim que um vento gelado bateu, tudo se transformou num pó acinzentado.

Ele encolheu os dedos, subitamente invadido pela sensação de não saber mais o que fazer.

Dona Helena Santana viu Sérgio entrar e olhou em direção à porta por onde ele havia passado.

Sérgio sabia exatamente o que ela estava procurando com os olhos.

— A Júlia já foi embora.

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