Depois de deixar Dora no jardim de infância, Júlia Guedes deu um pulo na Império Mídia.
Lucas Franco ficou extremamente surpreso e feliz ao vê-la.
Ao ver a mesa cheia de champanhe e pequenos bolos, Júlia sorriu: — Diretor Franco, que bela atuação a sua.
Lucas suspirou, erguendo as mãos em sinal de rendição, e disse aos funcionários da empresa: — Viram? Eu não disse que a Diretora Guedes com certeza iria me provocar?
Júlia deu uma olhada nas pessoas ao redor.
Após anos fora do país, a equipe da Império Mídia já havia mudado várias vezes.
Júlia fez uma breve apresentação de si mesma.
Os funcionários que tinham mais intimidade com Lucas logo responderam.
— Olá, Diretora Guedes.
— Finalmente conhecemos a Diretora Guedes. A senhora não costuma estar aqui, mas já somos muito familiarizados com você.
— Isso mesmo, até porque o Diretor Franco fala da senhora todos os dias.
Júlia olhou para Lucas com surpresa.
No momento em que seus olhares se cruzaram, houve um décimo de segundo de constrangimento.
Mas Júlia era especialista em quebrar o gelo.
— Diga logo, que tipo de coisas ruins você andou falando de mim?
Lucas enfiou as mãos nos bolsos, mantendo sua postura descontraída.
— Falei que você é linda, que sua atuação é ótima, isso não basta?
Os funcionários da Império Mídia soltaram um leve "buu" em coro.
Lucas sempre sabia usar o tom certo para fazer piadas e, ao estender a mão pedindo silêncio, fez com que o clima descontraísse instantaneamente.
Júlia proferiu algumas palavras de agradecimento; embora tenha sido no embalo do alvoroço do pessoal pedindo para ela falar, foram palavras sinceras.
Lucas não demorou a mandar todos de volta ao trabalho.
Júlia tomou uma xícara de café no escritório de Lucas.
— E a Dora?
— Deixei ela no jardim de infância.
Lucas sorriu: — Ela não chorou?
Ao mencionar isso, Júlia sentiu um aperto no coração.
— Derramou um par de lágrimas, mas eu a consolei e ela entrou.
Lucas conhecia muito bem a personalidade de Dora.
A garotinha parecia frágil, mas na verdade era mais sensata e forte do que qualquer um.
— A Dora não estranha ninguém desde que completou um mês, ela adora estar perto das pessoas, pode ficar tranquila.
Lucas suspirou: — O único problema é que ela é tão linda, tenho medo que os garotinhos comecem a ficar de olho nela.
Júlia pensou por um momento e não conseguiu segurar o riso.
Lucas acrescentou: — Eu, como padrinho dela, me preocupo demais.
O orgulho do grande presidente Santana era realmente mais importante do que qualquer outra coisa.
Júlia esperou mais um pouco no banheiro antes de sair, para evitar o constrangimento das outras funcionárias.
Com o seu retorno, ela precisaria trabalhar duro e garantir mais roteiros e projetos.
Quatro da tarde.
A educadora infantil de Dora ligou para Júlia, avisando que já estava no andar de baixo.
A educadora era uma estudante brasileira em intercâmbio; após consultar sua opinião, Júlia a trouxe consigo de volta ao Brasil.
Dora saiu do jardim de infância de mãos dadas com seus novos amiguinhos.
Ao ver sua mãe e Tatiana Torres, ela imediatamente veio correndo.
— Mamãe, Tati! A Dora sentiu tanta falta de vocês!
Júlia sorriu e fez um cafuné nas trancinhas dela.
— A Dora foi boazinha na escola hoje?
— Fui muito boazinha! Olha a estrelinha que a professora me deu de recompensa.
Júlia viu Dora puxar a pequena gola da blusa com orgulho.
— Sendo assim, a mamãe também vai recompensar a Dora.
Meia hora depois, o motorista estacionou o carro no subsolo de um shopping de alto padrão.
— Vá com a Tati e a tia Sassa comprar algodão-doce, a mamãe vai esperar você no carro.

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