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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 252

Júlia sentiu novamente aquele perfume familiar.

Mas já não sentia seu coração acelerar por causa dele.

Era como gostar muito de uma comida, comê-la sem parar todos os dias até enjoar e passar mal.

Ao ver aquilo de novo, só restava aversão.

Júlia já estava psicologicamente preparada para aquela cena, mas ainda assim sentiu um arrepio incômodo.

— Diretor Santana, precisa de mais alguma coisa?

Lucas logo percebeu o que estava acontecendo.

Com uma das mãos, ele puxou Júlia, protegendo-a firmemente atrás de si.

Com a outra, empurrou Sérgio sem a menor cerimônia.

A força foi tamanha que Sérgio cambaleou para trás.

— Durante a reunião, ficou claro o seu plano mesquinho. O que foi aquele papo de implorar por uma parceria e abrir mão da liderança? Sérgio, não me diga que ainda tem esperanças de ficar sozinho com a Júlia?

A expressão de Lucas era hostil.

— Diretor Santana, encare a realidade. Três anos atrás, você não conseguiu segurar ninguém. Agora, muito menos é digno de se aproximar dela.

Júlia franziu a testa e puxou de leve a manga de Lucas.

— Vamos embora, não perca tempo com ele.

As palavras "perder tempo" atingiram a cabeça de Sérgio como uma marretada.

Ele sentiu como se tivesse sido atingido por um raio.

Júlia estava olhando para ele como se olhasse para lixo.

Como ela podia?

— Júlia! Durante esses anos... eu não parei de te procurar.

O tom inicial de Sérgio ainda trazia um traço de irritação, mas no final, a voz foi minguando.

Tão baixa que se tornou quase uma súplica humilde.

Júlia não respondeu.

Sérgio foi atrás dos dois pelo corredor.

Ele falava sem parar, toda a sua fachada fria e arrogante havia desaparecido, parecia um fã ensandecido no aeroporto.

— Eu entrei em contato com a marca de joias da qual você é garota-propaganda, você viu o colar que mandei fazer sob medida para você?

— E sobre aquele seu filme premiado, eu...

Júlia entrou na van e ordenou ao motorista:

— Feche as janelas.

Imprudente, Sérgio enfiou a mão pela fresta do vidro que se fechava.

A janela subiu até o topo, esmagando os ossos da sua mão com um ruído aflitivo.

Júlia não imaginava que ele fosse capaz de tal loucura.

Ela imediatamente pressionou o botão para baixar a janela.

Com os olhos vermelhos, Sérgio forçou um sorriso através de uma expressão de quem estava prestes a chorar.

A sensação de perda era tão nítida que parecia que haviam arrancado um pedaço de carne do seu peito.

Imóvel, ele se viu mergulhado em um profundo vazio, sem saber para onde ir.

Graças à concessão da Oceano, a Império Mídia tornou-se a única líder do projeto.

As reuniões de parceria se multiplicaram.

A primeira ocorreu na sede da Império Mídia. Sérgio compareceu pessoalmente, mas não conseguiu ver Júlia.

A segunda reunião foi na Oceano.

Júlia fechou algumas decisões cruciais com a equipe do projeto.

Sérgio aguardava na porta.

Estava encostado na parede, com olheiras profundas, mas não tão descontrolado quanto na última vez.

Só continuava tão pegajoso quanto antes.

Parecia uma sombra.

Seguia Júlia para onde quer que ela fosse.

— Diretor Santana, com licença, deixe-me passar.

— Eu só... queria conversar com você. Podemos ir ao meu escritório?

— Sérgio, você sabe muito bem que não irei com você a nenhum lugar privado. Nunca mais vou te dar a chance de me prender.

— Comporte-se. Estamos na sua empresa.

O rosto de Sérgio empalideceu. Ele se apoiou na parede, como se aquelas palavras tivessem sugado toda a sua força.

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