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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 253

Será que, no coração de Júlia, ele era apenas um psicopata obsessivo que não media as consequências?

Naquela época, Sérgio só queria muito mantê-la ao seu lado, não tivera a intenção de machucá-la.

Agora Júlia havia voltado.

— Quero te pedir desculpas. Perdão.

— Na mansão da montanha, eu não queria mesmo tirar a sua liberdade. O que eu disse na época ainda vale. Júlia, eu realmente estou disposto a criar o seu filho com outro homem.

— Desde que você...

Júlia levantou a mão, num gesto de "pare".

— Não é necessário, Sérgio. A minha filha não precisa que ninguém a crie. Não ache que pode fazer o que bem entender só porque tem dinheiro sujo.

Júlia olhou calmamente para o homem à sua frente.

A expressão de Sérgio vacilou. No passado, ele certamente teria demonstrado impaciência.

— Júlia, eu sou o seu marido, não um qualquer.

Júlia respondeu friamente:

— Ex-marido.

O peito de Sérgio subiu e desceu bruscamente, e ele fechou os olhos.

— Portanto, peço que pare de me assediar daqui em diante.

Assediar?

Júlia estava mesmo chamando a sua tentativa sincera de pedir desculpas de assédio?

— Papai!

De repente, a voz de um menininho soou atrás deles.

Sérgio franziu a testa ao ver Bernardo Santana.

Júlia também olhou fixamente para a criança.

O garoto tinha olhos grandes, ligeiramente caídos nos cantos, uma expressão inata de dar pena.

Talvez por ser muito pequeno, não lembrava em nada os traços de Sérgio; na verdade, parecia-se mais com Clarice Cardoso.

Bernardo, de forma mal-educada, apontou para Júlia:

— Quem é essa mulher?!

Sérgio o repreendeu:

— Foi assim que eu te ensinei a falar?

Bernardo, que normalmente tinha muito medo de Sérgio, não deu a mínima desta vez.

Ele correu na direção de Júlia e lhe deu um empurrão.

O menino não tinha força alguma.

Júlia apenas sentiu o nojo de quem pisava numa mosca.

— Foi você que seduziu o meu pai para fazer ele ignorar a minha mãe!

— Sua mulher horrorosa, mulher má! Você é uma amante que destrói a família dos outros!

— A minha mãe e o meu pai são a verdadeira família! Você é uma pessoa ruim!

— Eu vou acabar com você! Vou acabar com você!

Sérgio gritou severamente:

— Mulher horrorosa, mulher má, lixo!

Com uma expressão fria, Júlia fez um alerta suave.

— Controle a sua cria. Se eu ouvir ele me insultando ou insultando a minha família mais uma vez, vou ensiná-lo bons modos no lugar de vocês, e aproveitarei para jogar os podres do passado ao público, para que todos vejam o excelente nível da educação da família Santana.

O rosto de Sérgio queimou como se tivesse recebido um tapa.

A dor era latente.

Mas, ao ver Júlia indo embora, correu atrás dela sem se importar com mais nada.

— Qual é o seu número de telefone agora?

Sérgio ergueu o próprio celular.

Na sua voz, havia uma súplica rígida e quase imperceptível.

— Me dê o seu número, será mais fácil para nos comunicarmos sobre assuntos de trabalho.

— E se precisar de alguma coisa, eu também...

Júlia não aguentava mais aquela insistência.

Parou e pegou o celular dele.

Atendendo ao desejo de Sérgio, digitou alguns números.

Segundos depois, a ligação foi atendida.

— Alô, é da delegacia de polícia?

— Tem um homem aqui encorajando o filho a me caluniar.

— Sim, e agora o pai está bloqueando o meu caminho para me impedir de sair. Quero denunciá-lo por assédio sexual.

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