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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 276

O vestidinho de Dora passeava pelos corredores.

Os funcionários do setor de produtos foram os primeiros a notar a menina.

Dora estava com coques delicados no cabelo, o rostinho esculpido e rosado, e os olhos grandes, escuros e brilhantes. Parecia uma boneca.

— Uau, que criança adorável! O que ela está fazendo na empresa?

— Deve ser filha de alguém, mas é estranho. Não é hora de fazer serão, nem época de férias. Por que a trouxeram para o trabalho?

Os funcionários ao redor, ao ouvirem o rebuliço, foram logo cercar a garota.

A tensão do ambiente de trabalho derreteu diante de tanta fofura.

Dora não tinha o menor medo. Assim que alguém a colocou sentada em uma cadeira de escritório, cruzou as pernas suspensas, balançando-as de leve.

— Meu Deus, não importa de quem seja filha, ela é linda! A pele é tão lisinha e as mãos tão macias!

— Obrigada, moça. Você também é muito bonita e o seu cabelo tem um cheiro bom.

A funcionária, encantada, levou as mãos ao rosto: — Aaaah, quero levá-la para casa.

A pessoa ao lado se abaixou: — Pequena, quem é o seu responsável?

Dora, com a sua voz infantil: — Meu nome é Dora, vim procurar o meu pai. Ele é um funcionário aqui.

As pessoas se entreolharam.

Havia dúvida em cada olhar.

Aquela visitante inusitada, Dora, parecia um gatinho que se perdeu em um parque.

Por onde passava, atraía as atenções, e muitos disputavam para tirar uma foto dela.

Em pouco tempo, a foto de Dora já estava no grupo do café.

E do grupo do café, rapidamente foi para o grupo de figurinhas.

Sérgio não fazia parte de nenhum desses grupos casuais; até Éder participava apenas dos grupos importantes de projetos e de diretores.

Um gerente do financeiro, no andar de baixo, estava conversando sobre a garotinha quando subiu para a reunião.

Em apenas meio dia, a criança que parecia uma boneca virou a estrela da Oceano.

Sérgio olhou para Éder: — Sobre o que eles estão fofocando?

— Parece que algum funcionário trouxe a criança para o trabalho e ela se perdeu.

O semblante de Sérgio ficou sério no mesmo instante.

— A empresa é lugar de trabalho, não é a casa das pessoas. Além do mais, fora das exceções nas férias escolares e do horário após o expediente, não é permitido trazer crianças.

Éder assentiu com a cabeça.

Sérgio ordenou: — Vá investigar. Quando descobrir de quem é, aplique uma advertência por escrito e desconte o salário de uma semana.

Dora andou do primeiro ao nono andar.

Alguma coisa pareceu desmoronar ruidosamente dentro do peito dele.

Sérgio ficou pasmo, olhando para aquele rostinho sorridente. Seu coração apertou.

Como isso era possível?

Ele já não tinha feito um exame de DNA mostrando que não tinha laços sanguíneos com Dora?

Ou por um acaso do destino o pai de Dora trabalhava na Oceano?

Não, isso era impossível!

Na outra vez, Dora tinha chamado Lucas de pai.

Tudo era mentira.

Ele havia sido enganado por Júlia.

— Chefe, quer que eu traga a criança para cá?

Sérgio abriu a boca, mas a voz quase não saiu na primeira tentativa.

— Traga... traga-a diretamente ao meu escritório.

Éder encontrou Dora em uma sala de conferências no décimo andar.

Ele pegou na mãozinha da garota.

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