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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 299

— Eu já te dei uma chance.

— Júlia, desde que você perceba os seus erros e volte para mim imediatamente, eu posso esquecer tudo o que aconteceu no passado.

Júlia pegou a filha no colo.

— Sou eu que estou esquecendo tudo. Até imploro se for preciso, só peço que você suma da minha vida, ok?

Sérgio os observou se afastarem, imóvel.

A luz do elevador refletia no chão.

Havia suor e gotas de sangue.

Sérgio se mudou para cá com a intenção de ir devagar, gastando tempo e energia para se aproximar de Júlia e da filha.

Mas Júlia não lhe dava chance alguma.

Pior ainda, parecia se divertir pulando em um campo minado repetidamente.

Sempre que tomava a iniciativa de se aproximar, o que recebia em troca?

Que humilhação.

Se ele soubesse disso, três anos atrás nunca a teria deixado ir, nunca teria assinado aquele papel.

Júlia só estava doente.

Com uma filha e com ele, ela ficaria bem.

Ele se arrependeu.

Sérgio sentou-se em silêncio no corredor, ouviu o elevador parar no andar de cima e não descer mais.

Aquele Lucas ia mesmo passar a noite ali hoje?

Em silêncio, Sérgio pegou o celular e ligou para o seu advogado.

Júlia levou a filha de volta para casa e tentou acalmá-la, explicando que essas eram coisas de adulto e que a Dora não precisava se preocupar.

Dora olhou para fora:

— E o Papai Lucas?

Júlia sabia que a filha chamava Lucas de pai porque gostava muito dele, e também para proteger a própria mãe.

Ainda assim, não conseguiu evitar de corrigir:

— Dora, você deve chamá-lo de Tio Lucas.

— E o Tio Papai?

Júlia franziu o cenho de imediato.

Dora cobriu a boca com a mãozinha e, esperta, apontou para a porta:

— O Tio Lucas está machucado.

Júlia pegou a caixa de primeiros socorros.

Sentia-se um pouco culpada.

Se não fosse por ela, por que Lucas estaria sempre brigando com os outros?

— Sinceramente, não seria melhor irmos para a minha casa hoje? A Dora é muito pequena, dormir em hotel não seria prático, não é?

Júlia não concordou.

— Júlia, sei que o poder da família Franco não chega aos pés do Sérgio e que temos muitos problemas a resolver, mas eu cuido de tudo.

— Confie em mim, tá?

Júlia cutucou levemente o machucado no queixo dele.

— Eu também vou me esforçar. Só não comece mais nenhuma briga. Quando cachorro morde a gente, bater de volta não vale a pena.

Lucas também achava essa situação frustrante.

Sempre que via o Sérgio, não conseguia se conter.

No final, isso só o fazia parecer imaturo.

Júlia deixou Lucas ficar por dois dias.

Durante esse tempo, Patrícia ajudou a arrumar o outro apartamento.

Justo quando Júlia terminava de embalar as malas, preparando-se para ligar para a transportadora, recebeu uma ligação.

A voz do outro lado não lhe era estranha.

— Senhora, você se lembra de mim, não é? Sou o responsável pelo departamento jurídico do grupo, meu sobrenome é Amaral.

O sorriso de Júlia desapareceu.

— O que o Sérgio quer agora? Seja direto.

O Sr. Amaral foi educado:

— Por favor, não se apresse em recusar. Afinal, o Diretor Santana está pensando no bem da criança. Você o conhece bem; quando ele quer alguma coisa, ele vai até o fim. No entanto, eu acredito que uma conversa particular será mais vantajosa para a senhora.

Júlia marcou de se encontrar com o Sr. Amaral na manhã do dia seguinte.

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