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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 313

Ele abaixou a cabeça em silêncio por um instante.

E disse com certa dificuldade:

— O que há entre nós não são negócios.

Júlia arqueou uma sobrancelha, expressando surpresa.

— Lembro que o advogado me falou que eu deveria encarar esse casamento como um negócio e não ter expectativas de receber carinho.

Sérgio cerrou os olhos.

— Não, Júlia, eu realmente gosto de você.

Júlia assentiu, indicando que compreendia.

— Existem muitos tipos de 'gostar'. O Diretor Santana não gosta de mim apenas por ser submissa, sensata e parecida com um vaso bonito?

O rosto de Sérgio paralisou.

— Como você...

— Como eu saberia?

Júlia, até aquele dia, conseguia lembrar de como havia se sentido ao escutar aquela frase.

— Sérgio, quando você e Clarice Cardoso falavam de mim pelas costas, com certeza achavam que eu nunca ficaria sabendo.

Os lábios de Sérgio ficaram brancos, tremendo de leve.

— Portanto, não venha falar em sentimentos sinceros.

— Você não passa de um negociante completo. Antes de se casar, você o fez para poupar muitos problemas para você mesmo. Quando Clarice voltou para o país, você jogou nos dois times, achando que, se eu não fizesse barulho, os dias passariam normalmente.

— Sérgio, você sempre faz cálculos.

— Talvez haja um pouco de sinceridade, mas isso é apenas pelo fato de eu não concordar em apaziguar tudo e me recusar a levar nossa filha para casa — a sua filha legítima e herdeira. Essa sua paixão é apenas fingimento.

— Você possui inúmeros trunfos, revelando-os um a um apenas para testar meus limites.

A testa de Sérgio enrugou em um nó.

Ele desejava muito refutá-la.

Tinha sido forçado pela realidade, a cada passo, é verdade, mas não da maneira como Júlia descrevia, provocando ou atuando.

Júlia virou o rosto, olhando a longa sombra projetada no chão.

Como uma estrada infinita.

— Ou um mês? Deve haver um limite de prazo, não?

O rosto de Sérgio ficou vazio de emoção.

Como se tivesse levado um soco.

Júlia acenou com a cabeça.

— Infelizmente, acho nojento. Nunca toco num homem que já foi tocado por outra.

As mãos de Sérgio se soltaram do corpo de Júlia.

Como uma estátua de madeira, ficou plantado no mesmo lugar.

As pessoas possuíam espinhas, por isso caminhavam de cabeça erguida.

No entanto, naquele momento, sentiu como se Júlia o tivesse quebrado com as próprias mãos.

Sérgio se assemelhava a um morto-vivo.

Ele foi empurrado para fora por Júlia.

Antes de a porta bater, acordou sobressaltado.

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