Entrar Via

Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 329

— Tudo bem, se você não conseguir, pode dizer não pra Dora, viu.

Sérgio ergueu uma sobrancelha.

Um homem nunca diz que não consegue.

Dona Helena Santana e Dona Eunice trocaram um olhar e não conseguiram evitar o riso.

Sérgio costumava tomar café antes de subir para o quarto.

Ele ainda não havia tirado o paletó, e a combinação do broche com o relógio de pulso criava uma aura intimidadora de quem exige distância.

No segundo seguinte, ajeitou a calça, mudando de posição algumas vezes até conseguir se sentar de forma confortável.

Sérgio encarou os elásticos coloridos emaranhados na nuca de Dora, franzindo a testa.

Suas mãos, que normalmente assinavam contratos de bilhões, pareciam desajeitadas e rígidas.

— Ai... dói!

O rostinho de Dora se contorceu, e seus olhos ficaram vermelhos.

Os movimentos de Sérgio pararam abruptamente.

Qualquer aura intimidante se dissipou por completo num instante.

Sérgio recolheu rapidamente as mãos, suavizando os movimentos.

— Tio papai, você é muito desajeitado.

Atrás das orelhas de Sérgio esquentou um pouco.

Desde que saíra do útero da mãe, aprendia tudo rápido. Até havia pulado duas séries escolares e assumido a empresa precocemente. Ao longo da vida, fora chamado de ambicioso e inescrupuloso, mas ninguém nunca o chamara de desajeitado.

Continuou tentando.

Quando Júlia terminou de secar o cabelo e desceu, viu Sérgio ajoelhado no sofá num esforço descomunal, com uma expressão tão séria que parecia que as ações de sua empresa haviam despencado dez bilhões.

Ele desembaraçava os elásticos de forma desajeitada, com movimentos hilariantes de tão lentos.

Ao lado, estava a tesourinha de costura de Dona Helena Santana.

Júlia viu a filha de braços cruzados, bochechas infladas de raiva, sem ousar se mover, e balançou a cabeça em sinal de resignação.

— Deixa que eu faço.

A testa de Sérgio estava coberta de suor.

Sob o olhar insatisfeito de Dora, ele cedeu o lugar, visivelmente constrangido.

Júlia sentou-se, levantou os elásticos e os removeu em dois ou três movimentos rápidos.

Sérgio ficou boquiaberto.

Deixando apenas uma dor lancinante no peito.

Num impulso, deixou escapar: — Júlia, a Dora é como você, gosta muito de sorrir.

Ele fez uma pausa, mas não resistiu em completar: — Sorria mais vezes, sim? Você fica muito bonita.

O sorriso de Júlia sumiu na mesma hora.

— Você não precisa fazer coisas desnecessárias.

— Não são coisas desnecessárias.

Sérgio pressionou os lábios: — Quer eu queira mandar um carro para você, quer eu queira fazer isso, é porque eu quero. Além disso, Júlia, quer você acredite ou não, a existência de você e da Dora me faz sentir...

Ele não era bom em expressar sentimentos afetuosos.

Procurou as palavras por um instante e finalmente disse: — Felicidade.

Felicidade?

Júlia sentiu vontade de rir novamente.

Mas desta vez, seria um riso irônico.

— Fomos eu e a Dora que trouxemos felicidade a você, ou você se sente feliz porque acha que, manipulando nossos direitos de guarda e mantendo o Bernardo e a mãe dele sob o seu teto, pode aproveitar o melhor dos dois mundos?

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Ame-me Outra Vez, Minha Ex!