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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 328

Durante a refeição, Clarice sentiu-se como se estivesse sentada sobre alfinetes, desejando poder descer e ir embora imediatamente.

O motorista de Clarice já havia levado a criança de volta para a mansão principal.

Depois que Sérgio e Júlia foram embora, Leonel perguntou a Clarice se ela queria que ele a levasse para casa.

Aquele olhar carregava um significado profundo.

Oferecer-se como voluntário num momento como aquele era como ter uma caixa de preservativos no bolso e perguntar se poderia subir para uma visita.

Clarice fechou a cara e disse com ferocidade: — Nossa relação terminou há muito tempo. Se continuar me importunando, farei com que se arrependa.

Leonel apertou o próprio queixo com dois dedos.

— Não me diga que é porque você tem uma criança em casa?

O coração de Clarice deu um salto: — Do que você está falando?

Leonel encostou-se no carro de luxo: — Quem diria. Uma pervertida como você se importa tanto com o filho. Eu vi os assuntos do momento na internet. Dizem que a sua criança é um filho bastardo da família Santana.

Os lábios de Clarice se apertaram inconscientemente, e ela levantou a mão para ajeitar alguns fios de cabelo atrás da orelha de forma atabalhoada, mas na verdade, tentava esconder os dedos trêmulos.

— Isso é assunto meu e do Sérgio. É melhor você ficar longe de mim. Não sou o tipo de mulher fácil de manipular como a Júlia!

Ao terminar de falar, abriu apressadamente a porta do carro e afivelou o cinto de segurança.

Sérgio apertou o cinto de segurança de Dora.

— Tio papai, por que você não volta para casa no seu próprio carro?

Sérgio ajustou o espelho retrovisor.

— Porque é mais seguro com a Dora sentada atrás.

Após o jantar.

Sérgio mandou Éder e o motorista irem embora no carro vazio e, com a maior cara de pau, entrou no carro de Júlia para atuar como motorista.

O Volkswagen Phaeton que Júlia tinha antes de ir para o exterior havia sido vendido, e o carro novo dela não era caro.

Sérgio olhou para o espaço reduzido dentro do carro, que estava repleto de artigos infantis.

Ele quase conseguia imaginar como havia sido para Júlia criar uma criança sozinha no exterior.

Júlia e Dora sentaram-se no banco de trás, deixando o assento do passageiro vazio, como se Sérgio fosse apenas um motorista comum.

Mas ele próprio não parecia se incomodar com isso.

— Vou mandar um carro para você.

— Não precisa.

— Tio papai...

Dora havia subido para o quarto, mas desceu correndo, com as pantufas fazendo pequenos ruídos pela escada.

— Você pode me ajudar a soltar minhas trancinhas? A mamãe foi tomar banho.

Sérgio ficou extremamente em apuros.

Ele nunca havia feito aquilo antes.

Mas vendo a filha abraçando um pequeno espelho rosa, com um rosto cheio de expectativa, não teve coragem de recusar.

Dona Eunice disse enquanto limpava a mesa: — Parece que a pequena senhorita gosta muito do senhor.

Se não, por que ela não procuraria outra pessoa?

Aquela única frase encheu Sérgio de energia.

Sérgio fechou seu e-mail de trabalho, largou o tablet e deu um leve tapinha no sofá: — Venha aqui.

Era a primeira vez que Dora fazia um pedido ao tio papai.

Ela se aproximou lentamente, arrastando os pés.

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