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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 330

A expressão acalorada de Sérgio arrefeceu.

De fato, os erros já haviam sido cometidos. Por um momento, ele se esquecera de que Júlia acabara de se encontrar com Clarice hoje e que, inevitavelmente, lembranças desagradáveis viriam à tona.

— Eu só... queria compensar você, fazer as coisas darem certo. Por que você simplesmente se recusa?

Júlia respondeu: — Eu já disse, mais de uma vez. Não preciso.

— Quanto ao porquê.

Ela pensou por um instante.

— Provavelmente porque a noite em que eu mais precisei daquele carro já passou.

Sérgio fechou os olhos ao se lembrar daquele acidente.

Se Sérgio não tivesse aparecido para disputar a guarda, a situação estaria ainda melhor.

Júlia achou que a situação se assemelhava à cena de Sérgio desfazendo as tranças de Dora.

Um puxão doloroso poderia ser tolerado.

Mas, se uma parte do couro cabeludo fosse arrancada, deixando uma cicatriz sangrenta, novos fios jamais cresceriam ali.

Fazer mais do que o necessário servia apenas para lembrá-la de não esquecer a dor.

Júlia preferia que Sérgio continuasse sendo o homem de antes, que não se importava com nada nem movia um dedo para ajudar.

Dessa forma, ele provaria que era apenas uma máquina de fazer dinheiro, incapaz de compreender sentimentos.

Porém, com suas atitudes atuais, ele parecia querer demonstrar ao mundo o contrário.

Ele não era incapaz de aprender nem incapaz de amar.

Apenas não tinha tido o desejo de aprender antes, não achara que valia a pena gastar tempo e, só após perder algo, tentava encontrar a maneira mais fácil de contornar a situação.

Desde que Júlia havia se mudado para a mansão, as idas de Bernardo para a casa de Clarice haviam aumentado significativamente.

Bastava avisar; ninguém na casa fazia objeções.

Bernardo, lambendo seu sorvete, apontou para a frente: — Mamãe, quem é aquele moço?

Clarice virou a cabeça e viu Leonel brincando de jogar as chaves do carro para o alto, olhando em sua direção com grande interesse.

Ela se assustou profundamente.

— Bernardo, volte para o carro!

— Mas mamãe, quem é ele?

— Me obedeça e vá para o carro, agora!

O tom ríspido e severo de Clarice assustou Bernardo.

Ele engatinhou de volta, trêmulo e amedrontado.

Leonel se aproximou, deu uma espiada dentro do carro e conseguiu ver apenas o bumbum empinado de Bernardo.

A janela do carro subiu lentamente.

Clarice bloqueou a passagem.

— Já que você está tão insatisfeito, que tal eu armar tudo e você ir atrás dela?

Clarice fitou a fresta de luz debaixo da cortina, com um tom de voz casual.

A princípio, Leonel demonstrou interesse, mas abandonou a ideia pouco tempo depois.

— Deixa para lá. Seria difícil me explicar para o Diretor Santana. Ele é o meu maior cliente, e eu não posso ofendê-lo.

Clarice ardia de inveja e ódio.

A Júlia não podia ser ofendida, mas ela sim?

Se o coração de Sérgio não tivesse mudado, ela é quem seria a esposa do CEO do Oceano.

Sem falar do próprio Leonel, até pessoas com muito mais dinheiro do que ele teriam de abaixar a cabeça em respeito e chamá-la educadamente de "Senhora Santana".

Não havia a menor chance de que ela se sujeitasse a suportar esse tipo de humilhação calada!

Engolindo sua repulsa, Clarice escondeu a raiva crescente e se voltou, agarrando Leonel pelo pescoço.

— Fazendo negócios no exterior, você deve conhecer pessoas... por exemplo, ricaços que gostam de brincar com crianças.

Leonel soltou um heh.

— O que você acha que eu sou? Sou um homem de negócios honesto.

Ele engatinhou para cima de Clarice: — Pare de falar sobre essas coisas, vamos continuar.

Tiago Cavalcante deitou-se de bruços sobre a mesa e tocou levemente nos dados com o dedo.

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