Entrar Via

Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 344

Depois de chegar da creche, Dora foi brincar um pouco na área de lazer.

Quando Júlia voltou para casa, viu que a filha segurava uma cabacinha do tamanho de um polegar.

Não eram as Pílulas de Emergência Cardíaca da dona Helena?

E ali perto, um frasco inteiro de remédio para pressão estava espalhado por todos os lados.

— Dora, vem aqui.

— Mamãe?

Júlia reprimiu qualquer vestígio de sorriso, sentindo a raiva crescer dentro de si.

Ainda assim, procurou perguntar com calma:

— Os remédios no frasco são da sua bisavó. Como vieram parar no tapete?

Recentemente, Dora estava obcecada por brincar de médico e paciente.

— Esses são para curar a bisavó. Se ficarem jogados por aí, a bisavó não vai encontrar e vai ficar dodói.

— Mas, mamãe, a cabacinha estava na prateleira de brinquedos!

— E as bolinhas brancas são gostosas, são muito doces.

Júlia levou um baita susto.

— Você comeu isso?

— Comi! Prova, mamãe. Tem gosto de fruta.

Ainda duvidando, Júlia tocou um dos comprimidos com a ponta da língua.

E era verdade.

— Dora, de agora em diante, você não pode sair comendo o que encontra nesses frascos, está bem? São remédios. Se a bisavó não os tomar, ela fica doente, e se a Dora comê-los, também vai ficar doente.

Dora concordou com a cabeça.

— Então, mamãe, você pode me ajudar a fazer a minha pulseira? Você prometeu ontem.

No final do mês, seria o aniversário de Dona Helena Santana.

Para presentear a senhora, Júlia já havia encomendado a um mestre escultor uma peça de decoração feita de sândalo-vermelho.

Era um presente cheio de significado e valioso o suficiente para combinar com o prestígio da matriarca.

Quanto a Dora, bastava oferecer algo feito com carinho.

Júlia não queria incutir na criança a ideia de que apenas coisas caras tinham valor. Afinal, quando crescesse, a menina invariavelmente lidaria com objetos inestimáveis. Não havia motivo para pressa agora.

Depois de assumir o novo roteiro, a carga de trabalho de Júlia havia aumentado consideravelmente.

Após passar um tempo com a filha, Júlia concentrou-se de volta em seus afazeres.

— Ai não! A minha conchinha mais bonita caiu!

Aquelas eram as pequenas conchas que a própria Dora coletara na praia.

Ela as havia lavado novamente e as deixara na janela para secar.

— Vou lá embaixo buscar.

Dora correu até o jardim e procurou com cuidado por um tempo.

O chão estava muito escuro, mas felizmente havia um carro estacionado na entrada, cujos faróis ajudavam na iluminação.

Sérgio havia retornado.

Ele foi o primeiro a descer, conduzindo Bernardo pela mão.

Clarice veio logo atrás. Ela observou pai e filho com um sorriso doce.

Sérgio estava de costas para o jardim e não notou a presença de Dora.

Mas os olhos atentos de Clarice avistaram um par de pantufas brancas.

Ela fez menção de ajeitar a gravata de Sérgio propositalmente, mas foi bloqueada por ele.

— Volte para casa. Deixe que o motorista a leve.

— Sérgio, você tem sido tão bom para o Bernardo ultimamente. Não só o leva para o trabalho, como também o ajuda pessoalmente com as lições. Estou apenas preocupada, não quero que a Júlia ou a Dora se sintam ofendidas por isso.

— Afinal, a Dora é diferente do Bernardo. Ela não cresceu ao seu lado. Se fosse possível, eu realmente desejaria que ela recebesse um pouco mais de carinho.

— Além disso, as duas crianças já tiveram alguns atritos na creche. Não quero que a Dora guarde ressentimentos do Bernardo.

Clarice baixou os olhos, ostentando uma expressão de melancolia.

Os lábios de Sérgio se estreitararam em uma linha fina, revelando uma leve pontada de impaciência.

— Ela não vai. A Dora é tão sensata quanto a Júlia.

Ao dizer aquilo, lembrou-se de quando Júlia ensinara a Dora a não ser "boazinha demais". Seu coração deu um solavanco e ele se corrigiu no mesmo instante.

— A Júlia a educou muito bem.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Ame-me Outra Vez, Minha Ex!