A empregada apressou o passo para acompanhá-lo.
— Está tudo pronto. Soube que o senhor voltaria hoje e preparamos conforme o seu gosto — Respondeu, com cuidado.
— E o Thiago? — Perguntou Gustavo.
Ele percebeu que o menino não apareceu. Normalmente, assim que ele chegava, Thiago sempre corria para fazer barulho.
— Ah... a Srta. Bianca veio buscá-lo.
Gustavo ficou um instante imóvel. Só então se lembrou de que, naquela manhã, Thiago ligou insistindo para ir atrás de Bianca. Sem alternativa, ele permitiu que ela o levasse por alguns dias.
Bianca, se sabe lá por qual birra, levou o menino sem sequer avisá-lo.
Ainda assim, naquele momento, Gustavo não tinha energia para se importar com Bianca.
À mesa, estavam dispostos cinco pratos, todos exatamente do jeito que ele costumava gostar.
Em especial, a sopa clara e leitosa de joelho de porco com feijão.
Gustavo pegou a tigela que a empregada lhe ofereceu e provou uma colher. O sabor não estava ruim, mas a carne não ficara macia o suficiente, e o caldo carecia de intensidade.
Ele franziu a testa.
— Por que o gosto está um pouco diferente do normal?
— Diferente? — A empregada se surpreendeu por um segundo, então entendeu. — Ah... os pratos que o senhor gosta, a senhora sempre testava várias vezes. Ajustava o tempero até chegar no ponto ideal.
Ela hesitou antes de continuar:
— Essa sopa, então, dá ainda mais trabalho. Só o joelho de porco, a senhora saía de madrugada para comprar numa loja a vários quilômetros daqui. Ela dizia que era o melhor de toda San Elívar, mas nem sempre tinha disponível. A gente nunca imaginou que uma sopa exigisse tantos detalhes. Fazer igual à da senhora... é realmente difícil.
Gustavo voltou a ficar imóvel.
Nos ouvidos, pareceu ecoar a voz suave de Ayla.
— Gustavo, da última vez você disse que gostava da sopa de joelho de porco daquele restaurante. Hoje eu tentei reproduzir. Prova e me diz o que achou?
— Uhum, ficou boa. Pode fazer mais vezes.
No fim das contas, era Daniel quem parecia sempre mais sobrecarregado.
E nos poucos momentos de descanso desses dias, Ayla pensava nele. Às vezes, ligava sem perceber, só para ouvir a voz dele.
Mas, sem exceção, depois de poucas palavras, ele desligava às pressas.
Como se a lembrança daquela noite, com ele a envolvendo nos braços, fosse apenas um sonho.
Ainda assim, Giovanna aparecia todos os dias. Mandava mensagens pontualmente, perguntava como ela estava, e de vez em quando enviava almoço e jantar.
Aos poucos, Ayla começou a sentir algo que não experimentava havia muito tempo.
A sensação de ter uma família.
— Ayla, você tem tempo de vir jantar aqui hoje à noite? — A voz de Giovanna soou alegre do outro lado da linha. — O seu vovô foi pra cozinha pessoalmente. Preparou vários pratos que são especialidade dele!
Ayla olhava para o telefone quando atendeu. Ao imaginar todos reunidos em volta da mesa, um calor suave se espalhou no fundo dos olhos.
— Claro, vovó. — A voz saiu macia como água. — Daqui a pouco eu passo aí.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Quero meu dinheiro de volta já que vcs não concluem esse livro....
Lamentável a falta de respeito, o descaso...
Que falta de respeito com os leitores... Cadê o restante dos capítulos?...
O povo que não tem respeito por seus eleitores. Aff...
Impressionante a falta de respeito com os leitores...
Então, parou de novo? O que está acontecendo? Quantos capítulos tem esta novela?...
Eita que voltou a palhaçada de antes! 1 capítulo por dia. Quando vão terminar este livro? Estou lendo há mais de 6 meses. Que HORROR 😡...
Vai voltar 1 dapitulo por dia? Desisto. Dinheiro jogado fora...
Cada vez que leio as páginas em migalhas deste livro, sinto um ódio. Pq eu gosto do conteúdo e não quero abrir mão! Mas eu tomei um ranço tão grande dessa plataforma, só por causa da patifaria deste escritor. A falta de respeito com os leitores, chega ser ofensiva, pois as páginas que publicam por dia, e a quantidade de moedas que vendem para o acesso as páginas, não condizem. 😡😡😡😡 Simplesmente REVOLTANTE!...
Preguiça dessa falta de respeito com o leitor...