— Por que está dizendo isso de novo? — Gustavo se virou e imediatamente envolveu Bianca nos braços. — Se eu sentisse algo por ela, não teria me casado com você nem teria tido um filho com você. Mas agora precisamos manter Ayla estável. A família Siqueira não pode passar por uma crise.
Bianca ficou em silêncio. Ela sabia que Gustavo estava sob muita pressão. Mesmo que ele realmente tivesse sentimentos por Ayla, agora não era a hora de discutir isso. Ela precisava manter a calma.
Na manhã seguinte, Gustavo acordou cedo. Mal dormira por causa de Ayla.
Assim que o dia clareou, ele já pensava em procurar ela. Mas antes que pudesse abrir a porta do quarto, o celular tocou.
Atendeu com a voz ainda carregada pela tensão da noite sem dormir:
— Você não voltou para casa ontem?
— Uhum. Bebi demais com um cliente, acabei ficando no hotel — Respondeu Ayla, com uma voz fria de quem acabara de acordar, sem o menor sinal de desculpas. — Você esperou por muito tempo?
Gustavo travou por um instante. Toda a ansiedade da noite anterior de repente pareceu ridícula.
— Você me deu um bolo... por isso?
— Não só por isso. Eu pedi uma licença. Quero descansar alguns dias.
A voz de Gustavo subiu de tom:
— Licença? Você sabe em que momento estamos? Perdemos um projeto importante, estamos tentando reverter o prejuízo. Como pode simplesmente...
— O trabalho tem sido muito intenso e estou esgotada. Não estou me sentindo bem. Ou a empresa não pode funcionar sem mim? — Interrompeu Ayla, com uma frieza quase imperceptível na voz.
— Ontem, quando seu assistente me procurou para assinar os documentos, eu estava negociando uma compensação com um cliente. Nem conseguia respirar de tanta pressão. E o que aconteceu? Sua mãe me ligou várias vezes, insistindo que eu fosse fazer comida para a Vera, porque ela só come o que eu preparo.
Ayla fez uma pausa. Quando falou novamente, sua voz já carregava um tom de ironia:


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