Mas, para sua surpresa, Ayla procurou em todas as mesas e não encontrou nenhum lugar com o nome dela.
Naquele momento, todos já estavam sentados, e o fato de ela ainda estar de pé a deixava visivelmente deslocada.
O gerente responsável pelo serviço de mesa se aproximou com gentileza:
— Srta. Ayla, o jantar vai começar. Por favor, sente-se o quanto antes.
— Tudo bem. — Respondeu ela.
Ayla percebeu que havia uma cadeira vazia em uma das mesas principais e caminhou até lá.
Mas, no instante em que tentou se sentar, uma voz feminina a deteve:
— Com licença, esse lugar não pode ser ocupado.
Ayla levantou os olhos. Era Gisele, como esperado. Ela sorria com aquele ar ambíguo, quase debochado. As outras jovens à mesa rapidamente baixaram a cabeça, rindo em silêncio.
— Não encontrei meu lugar. E esse aqui não tem plaquinha com nome, não é?
Ayla analisou com cuidado. A cadeira realmente não tinha nome reservado.
— É um assento reservado. — Explicou Gisele, com um tom aparentemente paciente, mas carregado de escárnio. — É destinado a convidados de alto nível que podem nem aparecer. Por isso não colocamos o nome antes. Achei que esse tipo de coisa todo mundo soubesse.
O tom era de quem explicava com delicadeza, mas a intenção era claramente humilhar a Ayla. Ela mal terminou de falar e os risos abafados ao redor se intensificaram.
— A Srta. Ayla está participando de um evento assim pela primeira vez? Não sabe que é preciso procurar seu nome?
— Impossível! Depois de um discurso tão bom representando a família Fonseca, e agora não sabe nem onde sentar?
O salão estava silencioso, então qualquer comentário se espalhava com facilidade.
Mais uma vez, Ayla virou o centro das atenções e não de forma positiva.
Estava óbvio que Gisele havia mexido nas plaquinhas de nome só para armar uma cena e deixar ela constrangida.
Ayla ficou parada, observando calmamente a mesa. De fato, não havia nenhuma plaquinha com o nome dela.

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