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Amor Falso Herança Verdadeira romance Capítulo 278

O outro acionista, vendo a posição do colega, apressou-se em declarar:

— Eu também concordo! Que a Sra. Ayla execute a decisão imediatamente!

— Canalhas! Vocês... ingratos! — Armando apontou para os dois com a mão trêmula.

Antes de concluir a frase, foi tomado por uma crise de tosse violenta. O rosto, que estava vermelho, ficou arroxeado. Por pouco não desmaiou.

Gustavo correu para ampará-lo. O próprio semblante já estava lívido.

— Ayla, depois de tantos anos, você realmente vai ser tão implacável comigo? Depois de se vingar, vai se sentir satisfeita?

— Gustavo agora você enxerga? — Armando apertou os dentes, quase os quebrando, e segurou o braço do filho com força. — A mulher que você protegeu... em quem confiou cegamente... veja como ela trata você... veja o quanto ela é fria... cruel...

Desta vez, Ayla nem precisou responder.

Alguns executivos, atentos ao rumo da situação, chamaram imediatamente a segurança.

Os seguranças cercaram Gustavo e Armando. Hesitaram por um segundo, mas mantiveram a postura firme.

— Sr. Gustavo, Sr. Armando, por favor, retirem-se. Caso contrário, seremos obrigados a acionar a polícia.

— Saiam da frente!

Armando lançou um último olhar carregado de ódio na direção de Ayla. Afastou a mão do filho e saiu por conta própria, cambaleando.

Passou a vida inteira dominando o mundo dos negócios. Jamais sofreu tamanho constrangimento. Sentiu até o gosto metálico do sangue subir-lhe à garganta.

Gustavo, por sua vez, parecia ter perdido toda a força.

Ele olhou para Ayla. Sabia que deveria odiá-la, mas o que lhe vinha à mente eram lembranças antigas, fragmentos de um passado em que ela sorria para ele.

O peito doía de forma quase insuportável.

Como ela conseguiu cortar tudo assim, sem hesitar?

Durante o tempo em que estiveram juntos, ela prometeu que, acontecesse o que acontecesse, ficaria ao lado dele até o fim.

Mas, por mais que ele a encarasse, Ayla não lhe concedeu sequer um olhar.

Logo após serem retirados à força do prédio, Armando finalmente perdeu as forças e caiu.

— Pai... pai!

A dor, a humilhação e a raiva cresceram como uma maré negra, quase o engolindo por completo.

O celular vibrava sem parar. Na tela, nomes de parentes, aliados de negócios e "amigos" surgiam um após o outro.

Ele não atendeu nenhum.

Lá fora, o mundo já estava em colapso.

Escândalo público. Mudança de comando na empresa. O pai entre a vida e a morte.

Ele estava acabado. A família Siqueira também.

No círculo empresarial de San Elívar, se tornaram motivo de chacota.

De repente, as pernas perderam a força. Ele encostou na parede fria do corredor e deslizou até o chão, enterrando os dedos nos cabelos.

— Gustavo!

Bianca voltou com algumas sacolas nas mãos. Ao vê-lo sentado no chão do hospital, o coração dela apertou violentamente.

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