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Amor Falso Herança Verdadeira romance Capítulo 730

Bruno não chegou a violentar Rebeca. O que ele queria era que ela se rendesse por vontade própria.

O nojo que Rebeca sentia por ele chegou ao limite. Como se recusava a admitir derrota, pegou a faca e fez um corte no próprio pulso.

— Você agiu sem pensar. Eu já te avisei que, se continuasse se envolvendo com Bruno, quem sairia perdendo seria você... Aquele desgraçado! — Ayla sentiu um calafrio só de ouvir a história.

Rebeca realmente tinha uma coragem assustadora. No dia a dia, parecia tão dócil e comportada, mas, quando decidia agir, se jogava de cabeça sem medir as consequências.

— Eu sabia que sairia perdendo. Desde o começo, nunca entrei nisso para vencer. — Rebeca baixou a cabeça.

Só queria ver Bruno sofrer.

Mas, sem se aproximar dele, como descobriria seus pontos fracos? Como presenciaria sua derrota?

Toda vingança também cobrava um preço de quem a alimentava. Rebeca sabia disso desde o início e aceitou pagar.

— Então vocês não...? — Ayla a encarou, ainda abalada. Até sua voz carregava um resto de medo.

— Eu o ameacei. Ele não encostou em mim. — Rebeca balançou a cabeça.

Ela sabia que ameaças funcionavam com um valentão de fachada como Bruno. Ele não queria que a situação saísse do controle e acabasse respingando nele, por isso cederia.

E a aposta de Rebeca deu certo.

Na verdade, Carolina já mantinha Bruno à margem fazia algum tempo. Ele apenas soube, por meio de pessoas próximas a ela, que Ayla e Daniel estavam encurralados em Eldoria.

Mais tarde, Nuno contou a Rebeca que Ayla estava bem, e ela simplesmente parou de dar atenção a Bruno.

Agora, Ayla mal voltou a San Elívar e Bruno já tentava falar com Rebeca a qualquer custo. Provavelmente queria arrancar dela alguma informação sobre Carolina.

Ao ouvir aquilo, Ayla finalmente respirou aliviada.

— Rebeca, nunca mais faça uma loucura dessas. Não importa o tamanho do seu ódio, você precisa se colocar em primeiro lugar. Nem por sua amiga, nem por mim, vale a pena se machucar assim. — Ayla tocou de leve o ferimento, dividida entre a preocupação e a impotência diante daquela teimosia.

Rebeca não respondeu. Apenas assentiu.

— Eu só ainda não agi contra Bruno porque, embora ele seja ligado a Carolina, as áreas de negócio que controla sustentam parte dos pilares do Grupo Fonseca. Se eu o expulsasse sem uma justificativa incontestável, não conseguiria convencer os demais. — Ayla baixou os olhos antes de continuar.

Ao entardecer, Bruno dirigia de volta para casa quando o celular tocou.

Ao ver o número conhecido, seus lábios se comprimiram.

— Pensei que, depois da volta de Ayla, você nunca mais fosse entrar em contato comigo.

— Sr. Bruno, sei por que está me procurando. Vamos nos encontrar. Tenho algo para dizer.

A voz de Rebeca soou firme e fria do outro lado da linha, muito diferente do habitual.

Bruno não estranhou. Apenas concordou e indicou, sem muita cerimônia, um bar ali perto.

Carolina estava desaparecida.

Fazia muito tempo que Bruno não conseguia contato com ela. Até a notícia da volta repentina de Ayla a San Elívar chegou por meio de Felipe.

Quando soube que Ayla e Daniel estavam encurralados em Eldoria, Bruno imaginou que Carolina queria impedir o vazamento da informação. Talvez temesse que ele deixasse algo escapar. Ou talvez simplesmente não confiasse mais nele e o mantivesse longe das decisões importantes.

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