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Amor Falso Herança Verdadeira romance Capítulo 286

Assim que saiu da sala de reuniões, Carolina foi seguida de perto pelo mordomo.

Ela deu instruções rápidas sobre a questão da família Sampaio.

— Resolva isso o quanto antes. Quero um retorno amanhã.

— Sim, senhora. — Ele assentiu, depois acrescentou: — O jovem senhor Bruno ainda está ajoelhado no subsolo. Já faz quatro horas. A senhora deseja vê-lo?

Só então Carolina se lembrou de Bruno.

Desde que Ayla voltou, a eficiência dele parecia evaporar. Todas as vezes que tentava lidar com ela, partia confiante e retornava derrotado.

Desta vez, o erro foi ainda mais grave, afetou diretamente os negócios dela. A paciência de Carolina estava no limite.

Não queria vê-lo. Mas Bruno ainda tinha utilidade.

Ela mudou de direção e seguiu para o subsolo.

O subsolo era, na verdade, um antigo abrigo subterrâneo construído junto com a mansão. Normalmente servia para armazenar objetos.

Depois que Carolina passou a viver na residência dos Fonseca, transformou o espaço em dois cômodos fechados.

Um quarto.

Um escritório.

Sem ventilação adequada, abafado no verão, cortante no inverno, sempre úmido, era ali que aplicava punições.

Desde pequeno, sempre que Bruno desobedecia, era trancado naquele lugar.

Carolina acreditava firmemente em disciplina rígida. Para ela, apenas quem aprendia limites desde cedo não se tornava incontrolável na vida adulta.

Sempre que errava, Bruno era levado até ali. Se ajoelhava sob supervisão dos empregados e permanecia em confinamento, refletindo sobre os próprios erros.

A punição mais longa durou quinze dias.

Ainda assim, ele aprendia rápido. Quase nunca repetia um erro pelo qual já fora castigado.

Depois que atingiu a maioridade, Carolina raramente precisou puni-lo novamente.

A porta pesada se abriu.

Bruno estava ajoelhado no canto. O torso nu, do cabelo ao peito, estava encharcado de suor.

O tom era contido, humilde, sem traço de emoção.

Carolina ficou satisfeita.

— Desde o dia em que o adotei, eu deixei claro: não crio inúteis.

— Fui eu que falhei. Não vou decepcionar a senhora.

— Vá tomar um banho, troque de roupa e depois me procure no escritório.

Carolina o avaliou por um instante. A irritação já tinha se dissipado. Falou num tom mais brando e se virou, saindo primeiro.

Assim que ela saiu, o mordomo correu para amparar Bruno.

Ele já não se sustentava. O corpo cedeu, e todo o peso recaiu sobre o outro.

Na noite anterior, Bruno bebeu demais. Pela manhã, foi acordado à força por Rebeca.

Pensava em encontrar algum lugar para se recompor, mas os homens de Carolina estavam à sua procura o tempo todo. Pouco depois de sair da casa de Rebeca, foi interceptado na rua.

Meia hora depois, Bruno já recuperava a aparência habitual... elegante, contida, e chegou ao escritório de Carolina.

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