Mesmo que tivesse pedido para Ayla morrer por ele, ela provavelmente nem teria hesitado.
Esse sentimento todo... será que era falso?
...
Depois de um dia inteiro de reuniões e ajustes no Grupo Fonseca, Ayla só voltou para casa ao entardecer.
Uma empresa daquele porte realmente não era fácil de lidar. Se ela não tivesse se preparado com antecedência, certamente teria sido massacrada pelos velhos figurões na assembleia dos acionistas.
De repente, seu celular vibrou.
Era uma mensagem de Eloá Moura, uma grande amiga que não via há anos. Ela dizia que havia acabado de voltar para Astério e estava morrendo de saudades. Aproveitando que participaria de um reencontro com ex-colegas, queria muito que Ayla também fosse tomar uma com eles.
Eloá havia sido sua colega de quarto durante a faculdade, e as duas eram inseparáveis. Trabalharam em empregos de meio período, viraram noites estudando juntas... o que mais diziam uma para outra era: "se algum dia eu ficar rica, não esqueça de mim".
Mas após a formatura, Eloá foi trabalhar numa multinacional no exterior, enquanto Ayla escolheu ficar ao lado de Gustavo e se dedicar a ser a parceira perfeita dele.
Ayla recusou o convite a princípio, mas Eloá insistiu várias vezes, dizendo que só ficaria em Astério por uma noite. Com a lembrança dos tempos de faculdade batendo forte, Ayla acabou aceitando.
O local do encontro era um bar com música ao vivo, no centro da cidade.
Quando Ayla chegou, a sala reservada já estava cheia de gente. Eloá estava sentada num canto, mas assim que viu Ayla, se levantou e correu para a abraçar com entusiasmo.
— Ayla! Quanto tempo, senti tanto a sua falta!
O entusiasmo de Eloá fez Ayla se sentir envolvida por uma emoção calorosa e nostálgica.
— Eloá, você mudou bastante! Pelo jeito, esses anos foram bons para você!
Na época da faculdade, Eloá era tímida, magra e discreta. Agora, ela exalava confiança e vivacidade — com uma presença marcante.


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