As palavras de Beatriz trouxeram todos de volta à realidade.
A postura decidida de Ayla por um momento realmente os havia intimidado, por um instante, pensaram que ela estivesse mesmo dando ordens como a herdeira do Grupo Fonseca.
Mas isso era impossível!
— Ayla, por favor, para com esse teatro. Olha só a Eloá, tão inocente, caiu direitinho no seu conto!
— É tão difícil assim pedir desculpas? Você não nasceu princesa, mas tá aí com pose de uma!
Dessa vez, ninguém se preocupou em manter as aparências de colegas de turma. As palavras ficaram cada vez mais cruéis, e os olhares de desprezo em direção a Ayla já nem tentavam ser discretos.
Beatriz não estava errada — só quem não tem nada, tenta parecer que tem. Ninguém percebeu antes que Ayla fosse tão... vaidosa!
Mas as vozes maldosas foram interrompidas bruscamente.
O celular de Eloá tocou.
— Não pode ser... É do Grupo Fonseca? — exclamou alguém, incrédulo.
Todos se aproximaram em volta dela. Tremendo, Eloá atendeu:
— Alô?
Logo em seguida, uma voz masculina fria e firme soou do outro lado da linha:
— Boa noite. Por favor, é a Srta. Eloá, da LuminaTech? Aqui é do departamento de projetos do Grupo Fonseca. Soube que a senhora tem interesse no nosso projeto de energia renovável. Teria disponibilidade para uma reunião amanhã de manhã, no Bloco D da sede do Grupo Fonseca?
— Te-tenho, claro que tenho! Muito obrigada!
Eloá mal conseguia articular as palavras de tão emocionada.
Com os olhos arregalados, ela olhou fixamente para Ayla. Quando a ligação terminou, ainda se sentia como se estivesse flutuando, como se tudo aquilo fosse um sonho.
O ambiente ficou completamente em silêncio.
Poucos segundos depois, Beatriz se lançou sobre ela e arrancou o celular de suas mãos.
— Eloá, você se formou em artes cênicas? Que atuação é essa? O Grupo Fonseca jamais ligaria pra você!


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