Na verdade, essa possibilidade era tão baixa que quase podia ser ignorada.
Mesmo sendo de baixa malignidade, ainda era maligno. Na prática clínica, casos que não apresentavam nenhuma metástase e chegavam à cura completa eram raros demais.
O máximo que se podia dizer era que, por enquanto, ainda não havia motivo para pânico.
Daniel percebeu a hesitação escondida nas palavras do médico.
— Se tem algo a dizer, diga. Não precisa medir tanto as palavras.
— Sr. Daniel, estou dizendo a verdade. É só que...
— A chance de cura completa é muito baixa, não é?
A voz de Daniel saiu calma.
Quando viu o médico assentir, aquela inquietação suspensa dentro dele enfim tocou o chão.
O canto de sua boca chegou a se erguer de leve.
Ainda bem.
Ainda bem que esperou Ayla ir embora para fazer o exame.
Se ela soubesse antes, os últimos dias que passaram juntos teriam sido desperdiçados em medo.
Ao ver que Daniel ainda conseguia sorrir, o médico sentiu um aperto ainda maior no peito.
— Sr. Daniel, se o senhor quiser uma abordagem mais decisiva, também pode arriscar a cirurgia. O prognóstico cirúrgico costuma ser mais completo do que o tratamento conservador. Mas...
Essas palavras, na verdade, o médico já tinha explicado antes.
A cirurgia poderia resolver o problema de forma mais rápida. Só que Daniel tinha uma lesão antiga no estômago, e a região cirúrgica apresentava aderências. O risco era alto demais.
Alto ao ponto de ele talvez nem sair da mesa de operação.
Além disso, mesmo operando, a chance de cura definitiva ficava pouco acima de sessenta por cento.
Pesando tudo, o melhor, por ora, ainda era começar pelo tratamento conservador.
Se a resposta fosse boa, talvez nem precisasse operar. Ou, pelo menos, a cirurgia poderia ser adiada.
— Com remédios, quanto tempo eu tenho?
Daniel o interrompeu antes que o médico terminasse.
— Isso...
O médico escolheu bem as palavras.
— Comeu o quê?
Ayla já tinha se acostumado a fiscalizar Daniel nos mínimos detalhes. Só acreditava que ele não estava apenas tentando despistá-la quando ele dizia exatamente o que comeu.
Ao chegar à garagem, viu que os enviados do Sr. André já estavam esperando. Então encerrou a ligação com Daniel às pressas.
Vieram três carros buscá-la.
Duas Maserati e um Bentley.
Em cada carro havia dois homens de terno. Apenas no Bentley preto, o primeiro da fila, havia também uma mulher jovem.
Ela vestia um terno preto como os demais e inclinou a cabeça para Ayla com discrição.
— Bem-vinda, Srta. Ayla. É uma honra recebê-la depois de uma viagem tão longa. Eu sou Renata Azevedo, secretária particular do Sr. André. Pode me chamar de Rê.
Ayla passou os olhos rapidamente por Renata.
A mulher tinha uma beleza elegante, sóbria, com traços firmes. Parecia ter no máximo vinte e cinco ou vinte e seis anos, mas a presença que carregava não ficava atrás daquelas grandes executivas que Ayla já tinha encontrado no mundo dos negócios.
Calma. Segura. Impecável.
Só que André já estava perto dos noventa. Por que teria uma secretária tão jovem ao seu lado?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Quero meu dinheiro de volta já que vcs não concluem esse livro....
Lamentável a falta de respeito, o descaso...
Que falta de respeito com os leitores... Cadê o restante dos capítulos?...
O povo que não tem respeito por seus eleitores. Aff...
Impressionante a falta de respeito com os leitores...
Então, parou de novo? O que está acontecendo? Quantos capítulos tem esta novela?...
Eita que voltou a palhaçada de antes! 1 capítulo por dia. Quando vão terminar este livro? Estou lendo há mais de 6 meses. Que HORROR 😡...
Vai voltar 1 dapitulo por dia? Desisto. Dinheiro jogado fora...
Cada vez que leio as páginas em migalhas deste livro, sinto um ódio. Pq eu gosto do conteúdo e não quero abrir mão! Mas eu tomei um ranço tão grande dessa plataforma, só por causa da patifaria deste escritor. A falta de respeito com os leitores, chega ser ofensiva, pois as páginas que publicam por dia, e a quantidade de moedas que vendem para o acesso as páginas, não condizem. 😡😡😡😡 Simplesmente REVOLTANTE!...
Preguiça dessa falta de respeito com o leitor...