Rebeca deixou o bolo sobre a mesa e voltou direto para a cozinha. Não lhe ofereceu água, muito menos perguntou se queria se sentar.
Bruno entendeu a recepção. Ainda assim, acomodou-se no sofá como se nada estivesse fora do lugar.
Da sala, enxergava a cozinha aberta. Rebeca e Sandro trabalhavam tão próximos diante da bancada que os ombros quase se tocavam. Entre uma tarefa e outra, ela dizia alguma coisa, ele respondia, e os dois riam num tom baixo que não chegava inteiro até Bruno.
Rebeca entregou a Sandro a bebida que acabara de preparar. Ele provou uma colher, avaliou o sabor e assentiu.
— Ficou bom.
Em seguida, serviu um copo e veio até a sala.
— Receita da Rebeca. Está muito gostoso.
Os lábios de Bruno esboçaram um movimento curto, sem chegar a formar um sorriso. Ele aceitou o copo e o deixou intacto sobre a mesa de centro.
— Obrigado.
Sandro não voltou imediatamente para a cozinha.
— E você, como está? Os ferimentos já melhoraram?
O tom continuava casual, mas a atenção com que o observava não trazia ironia. Bruno sustentou aquele exame por alguns segundos, procurando uma provocação que não encontrou.
— Estou bem melhor.
— Ótimo. Conheço alguns medicamentos muito bons para cortes profundos e para reduzir cicatrizes. Vou anotar os nomes.
Sandro conseguiu papel e caneta, escreveu algumas linhas e lhe entregou a lista.
Bruno recebeu o papel sem comentar. O copo permanecia sobre a mesa, a bebida ainda sem um gole. Por alguns segundos, só o ruído de uma panela vindo da cozinha ocupou a sala.
— Sandro?
O chamado de Rebeca desfez o silêncio.
Ele se levantou no mesmo instante e voltou para junto dela.
Não demorou para que a comida começasse a chegar à mesa. Como ainda se recuperava, Bruno não precisou fazer nada além de esperar.
Sandro e Rebeca trouxeram pratos, talheres e travessas entre a cozinha e a sala. Ela indicava com um movimento do queixo onde cada coisa devia ficar. Ele entendia antes que ela precisasse repetir. Quando Rebeca estendeu as mãos para uma travessa quente, Sandro a tomou primeiro e abriu espaço para que ela passasse.
A cada entendimento silencioso entre os dois, um ponto na têmpora de Bruno pulsava com mais força.
Até que ele não conseguiu mais conter a irritação.
— Por que só tem carne? Não fizeram nem uma salada? Eu ainda estou convalescendo. Uma refeição tão gordurosa não desce.
O ruído dos pratos cessou ao redor da mesa.
Rebeca já suportava a presença de Bruno por obrigação. Quando ele começou a reclamar da comida, a mão que segurava a travessa parou no ar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Adianta aí por favor!!! Esse livro ta muito longo!! É muito bom, mas arrastado demais!.........
Um romance tão interessante que prende a atenção, esta inacabado!! Como pode! Cadê o final do.livro???!! Nunca mais leio um.romance em andamento! É broxante!!!...
Quero meu dinheiro de volta já que vcs não concluem esse livro....
Lamentável a falta de respeito, o descaso...
Que falta de respeito com os leitores... Cadê o restante dos capítulos?...
O povo que não tem respeito por seus eleitores. Aff...
Impressionante a falta de respeito com os leitores...
Então, parou de novo? O que está acontecendo? Quantos capítulos tem esta novela?...
Eita que voltou a palhaçada de antes! 1 capítulo por dia. Quando vão terminar este livro? Estou lendo há mais de 6 meses. Que HORROR 😡...
Vai voltar 1 dapitulo por dia? Desisto. Dinheiro jogado fora...