Daniel abriu os olhos.
Na névoa da dor, viu a silhueta de uma mulher à beira da cama, e o rosto de Ayla surgiu diante dele.
Aqueles traços frios e delicados pareciam cheios de preocupação.
Mas logo a visão se ajustou.
A pessoa diante dele não era aquela por quem seu coração chamava.
Naquele instante de extrema fragilidade, a saudade cresceu como trepadeira em desespero, enroscando-se por dentro, mais insuportável que a própria dor.
Daniel sentiu a decepção nascer no fundo do peito e se espalhar por todo o corpo.
Pouco antes, sonhou que Ayla foi procurá-lo.
No sonho, ela disse que, acontecesse o que acontecesse, ficaria ao seu lado.
E, dentro daquele sonho, Daniel também não escondeu a fome que sentia dela. Manteve-a consigo, sem querer soltá-la.
Mas agora acordou.
E a realidade voltou a abrir distância entre os dois.
Daniel olhou para o dorso da mão, já arroxeado pela agulha. Os dedos se recolheram de leve, e suas sobrancelhas se franziram.
— Sr. Daniel, a dor piorou em algum lugar? Beba um pouco de água morna. Talvez ajude.
A médica percebeu que o estado dele não parecia bom e logo lhe serviu um copo de água.
Daniel, porém, não reagiu.
Apenas continuou olhando para a própria mão.
O Dr. Aloísio conhecia o temperamento de Daniel. Quando a médica ainda quis dizer algo, ele a conteve.
Depois, ajustou a velocidade do soro. Aquilo não aliviava muita coisa, mas ao menos era alguma coisa a fazer.
— Saiam. Quero ficar sozinho.
A voz de Daniel saiu grave.
Na enfermaria silenciosa e ampla, soou ainda mais solitária.
A médica foi conduzida pelo Dr. Aloísio e se virou, contrariada.
Mas não deu muitos passos antes de parar.
— Sr. Daniel, se estiver com dor, não precisa só aguentar calado... E, se sente falta dela, também pode contar isso a ela.
Ela não sabia ao certo como era amar alguém tão profundamente.
Mas acreditava que uma mulher amada por Daniel daquele jeito não podia ser tão frágil.
Uma figura entrou correndo.
Ayla não imaginou que ainda chegaria tarde.
Ao ver Daniel tão fraco, tão abatido diante dela, sentiu o coração se despedaçar de uma vez.
Ela já desconfiava.
Daniel escondia algo.
Aquelas mentiras desajeitadas passaram tantas vezes diante dela, e mesmo assim ela demorou demais para enxergar.
Quando viu o sangue no chão, foi como se um nervo exposto dentro dela sofresse um corte. Suas pálpebras estremeceram, e as sobrancelhas se comprimiram em dor.
Seus lábios se entreabriram. Uma amargura funda, nascida de algum lugar impossível de alcançar, lhe esmagou o peito.
— Me traga um pouco de água...
Daniel não se virou.
Pensou que fosse a enfermeira de plantão, atraída pelo barulho.
Naturalmente, não sabia que Ayla estava ali, parada ao lado, olhando para ele.
Ele puxou um lenço, limpou o canto da boca e ordenou em voz baixa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Quero meu dinheiro de volta já que vcs não concluem esse livro....
Lamentável a falta de respeito, o descaso...
Que falta de respeito com os leitores... Cadê o restante dos capítulos?...
O povo que não tem respeito por seus eleitores. Aff...
Impressionante a falta de respeito com os leitores...
Então, parou de novo? O que está acontecendo? Quantos capítulos tem esta novela?...
Eita que voltou a palhaçada de antes! 1 capítulo por dia. Quando vão terminar este livro? Estou lendo há mais de 6 meses. Que HORROR 😡...
Vai voltar 1 dapitulo por dia? Desisto. Dinheiro jogado fora...
Cada vez que leio as páginas em migalhas deste livro, sinto um ódio. Pq eu gosto do conteúdo e não quero abrir mão! Mas eu tomei um ranço tão grande dessa plataforma, só por causa da patifaria deste escritor. A falta de respeito com os leitores, chega ser ofensiva, pois as páginas que publicam por dia, e a quantidade de moedas que vendem para o acesso as páginas, não condizem. 😡😡😡😡 Simplesmente REVOLTANTE!...
Preguiça dessa falta de respeito com o leitor...