Rebeca se aproximou de Bruno. Sua voz soou um pouco rouca, e, por mais que tentasse conter a raiva, uma parte dela ainda transpareceu.
Antes de chegar, alimentava uma última esperança.
Talvez Bruno permanecesse ao lado de Carolina por falta de escolha.
Seu ódio por ela devia ser verdadeiro. Caso contrário, não aceitaria o plano de Ayla nem deixaria o Grupo Fonseca.
Agora, porém, ao vê-lo de volta à antiga vida, Rebeca entendeu que ainda o estimava mais do que deveria.
Mas também não era difícil compreender.
Quem se acostumava ao luxo dificilmente aceitava abrir mão dele.
Bruno já estava corrompido pelos privilégios que Carolina lhe proporcionava. Seu ódio por ela provavelmente não chegava nem perto da ganância por poder.
Ele ergueu o rosto e lhe lançou um olhar de lado.
— Rebeca, fala sério. É assim que você implora pela ajuda de alguém?
Rebeca cerrou os punhos com força.
Muito tempo se passou até que voltasse a falar. Dessa vez, abandonou toda a altivez, tanto na voz quanto na postura.
— Bruno, eu imploro. Ayla nunca teve nada contra você e não lhe fez mal algum. Se quer se vingar, desconte em mim. Aceito qualquer exigência sua...
Ela engoliu em seco.
— Desde que ajude Ayla.
Aquelas palavras finalmente dissiparam a irritação de Bruno.
Ele tomou um gole de vinho e fez um gesto para que ela se aproximasse.
Rebeca obedeceu.
Bruno estendeu a taça da qual acabou de beber.
— Beba.
Ela o encarou por um instante. Depois, conteve a repulsa e bebeu o vinho.
Ao vê-la tão obediente, Bruno sorriu.
— Você é mesmo leal aos seus amigos.
— Bruno, você sabe muito bem quem Carolina é. Ela só está usando você. Mesmo que consiga acabar com Ayla agora, acha que Carolina não vai se voltar contra você depois? Ela sabe que Ayla já convenceu você a mudar de lado. É claro que vai permanecer alerta. Conhecendo Carolina, acredita mesmo que ela vai deixar você em paz?
Rebeca ainda tentava fazê-lo mudar de ideia quando Bruno se levantou bruscamente da banheira.
— Venha se sentar.
Rebeca hesitou por alguns instantes antes de se aproximar com passos pesados.
A distância era curta, mas cada passo pareceu uma travessia interminável.
Quando ela finalmente se sentou, contrariada, Bruno falou de repente:
— Estou com fome.
— Então peço alguma coisa pra você. — Respondeu Rebeca de imediato.
Ao vê-la finalmente disposta a cooperar, Bruno a observou com os olhos levemente enevoados pelo vinho.
— Não precisa. Aqui tem cozinha, e a geladeira está cheia. Você pode preparar alguma coisa pra mim.
Rebeca permaneceu em silêncio por alguns segundos antes de encará-lo.
— Bruno, eu faço qualquer coisa.
Ela respirou fundo.
— E nem estou mais pedindo que ajude Ayla. Só quero saber se ouviu alguma coisa sobre Daniel enquanto esteve ao lado de Carolina. Ou se sabe...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Quero meu dinheiro de volta já que vcs não concluem esse livro....
Lamentável a falta de respeito, o descaso...
Que falta de respeito com os leitores... Cadê o restante dos capítulos?...
O povo que não tem respeito por seus eleitores. Aff...
Impressionante a falta de respeito com os leitores...
Então, parou de novo? O que está acontecendo? Quantos capítulos tem esta novela?...
Eita que voltou a palhaçada de antes! 1 capítulo por dia. Quando vão terminar este livro? Estou lendo há mais de 6 meses. Que HORROR 😡...
Vai voltar 1 dapitulo por dia? Desisto. Dinheiro jogado fora...
Cada vez que leio as páginas em migalhas deste livro, sinto um ódio. Pq eu gosto do conteúdo e não quero abrir mão! Mas eu tomei um ranço tão grande dessa plataforma, só por causa da patifaria deste escritor. A falta de respeito com os leitores, chega ser ofensiva, pois as páginas que publicam por dia, e a quantidade de moedas que vendem para o acesso as páginas, não condizem. 😡😡😡😡 Simplesmente REVOLTANTE!...
Preguiça dessa falta de respeito com o leitor...