— À noite também serve. — Disse Daniel.
Na verdade, ele só teria tempo no almoço. Se quisesse ver ela à noite, teria que desmarcar um evento importante.
— À noite... também não dá.
Ayla hesitou, visivelmente sem graça.
Ela tinha uma reunião com um potencial investidor.
— É mesmo? E quando você vai estar livre então?
A voz de Daniel soava tranquila, sem pressa, sem emoção, mas os dedos pousados sobre a mesa já começavam a se curvar levemente.
— Eu não sei ao certo... talvez daqui a uma semana. Assim que der, eu te ligo, tudo bem?
Ayla nem terminou a frase.
Do outro lado da sala, alguém a chamou pedindo ajuda com os dados.
Ela imediatamente respondeu:
— Desculpa, Sr. Daniel, tá uma correria aqui. Preciso desligar.
— Ayla... — Daniel ainda tentou chamá-la, mas só ouviu o som seco da linha ocupada.
Ele ficou parado por um instante.
Era a primeira vez... que alguém desligava na cara dele.
Estaria realmente ocupada? Ou só arrumando uma desculpa?
O semblante de Daniel escureceu.
Ele apertou o botão do interfone:
— Enzo. Entra aqui. Agora.
Enzo apareceu rápido, sentindo que o clima pesou.
Daniel sempre foi frio, mas raramente deixava a emoção transparecer. E agora... estava claro que algo tinha incomodado.
Quando entrou mais cedo, Daniel parecia estar de bom humor.
Mas agora, o ar estava congelante.
— Descubra o que está acontecendo no Grupo Fonseca. Quero saber por que estão tão ocupados.
A voz dele era baixa, mas a tensão era evidente.

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