Rebeca se olhava no espelho da sala reservada, enquanto a vendedora, ao lado, não economizava elogios.
— Pode parar de me elogiar. Eu não consigo comprar tudo isso. O primeiro conjunto tem desconto?
A pergunta pegou a vendedora de surpresa.
Ela pensou por um momento antes de sorrir.
— Que tipo de desconto a senhora gostaria?
Já que a própria vendedora abriu espaço, Rebeca foi direta:
— Esse conjunto, por dois mil. Pode ser?
Pela qualidade da roupa, dois mil já era um preço justo. O resto era puro peso da grife.
Se não existisse um otário disposto a bancar aquela brincadeira, Rebeca jamais escolheria comprar roupa numa loja de luxo.
— Dois mil... — A expressão da vendedora ficou um pouco tensa. — Só um instante, por favor. Vou verificar.
Rebeca assentiu.
Sentou-se tranquilamente, tomou chá, comeu os docinhos e esperou.
Pouco depois, a vendedora voltou às pressas, com um sorriso aberto no rosto.
— Consigo liberar o desconto de funcionário para a senhora. Dois mil está tudo bem.
Rebeca não se surpreendeu nem um pouco.
Na verdade, até se arrependeu de ser tão generosa.
Será que devia pedir por mil?
Ou quinhentos?
Ela sorriu.
— Se dois mil está tudo bem, fico com este. Pode emitir a nota e passar o pagamento. Também embale minhas roupas, por favor.
— Claro.
A vendedora já ia se mover quando Rebeca acrescentou:
— Aliás, se o preço de funcionário pode sair por dois mil, vou levar os outros conjuntos também.
— Ah?
A vendedora ficou visivelmente desconfortável.
— Então... peço que aguarde mais um pouco.
Rebeca a viu sair correndo outra vez, e o canto de sua boca se ergueu de leve.
Rebeca mal se afastou da loja quando uma voz masculina conhecida a alcançou.
Ela respirou fundo. Só então se virou, fingindo surpresa.
— Sr. Bruno? Que coincidência. O senhor também...
— Você fez isso de propósito, não fez?
Bruno agarrou o braço de Rebeca, a puxou de volta com força e, num movimento brusco, a prensou contra a sombra vazia de um canto do corredor.
Para Bruno, Rebeca era magra, leve, quase frágil demais. Como um passarinho preso entre os dedos. Bastava ele mover a mão para deixá-la sem qualquer chance de reação.
Rebeca, porém, não parecia interessada em medir força com ele.
Deixou que as costas tocassem a parede com docilidade calculada. As duas mãos ainda seguravam as sacolas de compras quando ela ergueu o rosto e sustentou o olhar dele.
Havia um sorriso leve em seus lábios. Nos olhos, nenhum traço de medo. Só uma provocação limpa, insolente, quase divertida.
— O que o Sr. Bruno quer dizer? Não entendi.
— Quem você pensa que eu sou? Me usa para pagar suas roupas e ainda faz esse teatrinho na minha frente?
Desde a segunda vez que a vendedora apareceu para consultar o preço, Bruno já sabia.
Rebeca estava brincando com ele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Quero meu dinheiro de volta já que vcs não concluem esse livro....
Lamentável a falta de respeito, o descaso...
Que falta de respeito com os leitores... Cadê o restante dos capítulos?...
O povo que não tem respeito por seus eleitores. Aff...
Impressionante a falta de respeito com os leitores...
Então, parou de novo? O que está acontecendo? Quantos capítulos tem esta novela?...
Eita que voltou a palhaçada de antes! 1 capítulo por dia. Quando vão terminar este livro? Estou lendo há mais de 6 meses. Que HORROR 😡...
Vai voltar 1 dapitulo por dia? Desisto. Dinheiro jogado fora...
Cada vez que leio as páginas em migalhas deste livro, sinto um ódio. Pq eu gosto do conteúdo e não quero abrir mão! Mas eu tomei um ranço tão grande dessa plataforma, só por causa da patifaria deste escritor. A falta de respeito com os leitores, chega ser ofensiva, pois as páginas que publicam por dia, e a quantidade de moedas que vendem para o acesso as páginas, não condizem. 😡😡😡😡 Simplesmente REVOLTANTE!...
Preguiça dessa falta de respeito com o leitor...