O peito de Bruno subiu e desceu por alguns segundos. No fim, ele também perdeu a paciência para rodeios.
— O que eu quero fazer precisa passar pela sua aprovação?
— Claro que não. — Rebeca manteve o olhar nele. — Além disso, quem não adivinha o que o Sr. Bruno quer? O senhor só quer confirmar a história entre Mafalda e Nuno, depois correr para contar tudo à Sra. Carolina, achando que assim vai agradar sua mãe.
Rebeca arrancou a máscara dele sem piedade.
Bruno soltou uma risada de desprezo.
— Ainda preciso confirmar alguma coisa? O anel no dedo de Mafalda é uma aliança. Basta eu levar essa notícia ao Felipe para deixar todo mundo em pânico.
— Então por que o Sr. Bruno ainda está hesitando?
Rebeca continuou encarando-o sem desviar.
Se Bruno quisesse realmente entregar a notícia, já o fez.
Se ainda falava daquilo ali, era porque não contou.
Antes, bastava Bruno descobrir qualquer coisa para correr até Carolina.
Agora, pelo visto, ele também começava a guardar pequenos cálculos para si.
Afinal, da última vez, Carolina não pegou leve ao puni-lo.
Por mais que Bruno ainda quisesse agradar a mãe, continuava sendo alguém acostumado a pesar ganhos e perdas.
Com Ayla agora no comando do Grupo Fonseca, e com Carolina sem condições de lhe dar uma posição real, será que ele não pensaria em deixar uma saída aberta para si mesmo?
Era exatamente sobre isso que Rebeca queria falar com ele.
— O que você quer dizer? — Bruno percebeu a intenção por trás das palavras dela.
— Quero que o Sr. Bruno finja que não sabe de nada.
— Está brincando comigo? Aos seus olhos, eu não sou o vilão? Com uma oportunidade dessas, por que eu ajudaria Ayla?
— Não é para ajudar Ayla. É para deixar uma margem para si mesmo.
A mão de Rebeca tocou de leve o peito de Bruno.
Os lábios de Rebeca pareciam macios, perfumados, doces como morangos maduros, tentadores demais.
Mulher nunca faltou a Bruno.
Ainda assim, era a primeira vez que um impulso tão físico o tomava desse jeito. A cena em sua mente já não era a dos dois parados ali, discutindo interesses.
Era Rebeca sem defesa diante dele, a pele nua entregue à sua força, enquanto ele a prendia sob o próprio corpo e se afundava no gosto daqueles lábios.
Assim que Rebeca terminou de falar, Bruno segurou sua cintura de repente.
Eles já estavam perto demais.
Com a força súbita do homem, Rebeca avançou meio passo por impulso e quase se chocou contra ele. No mesmo instante, apoiou o cotovelo contra a clavícula exposta de Bruno, os lábios comprimidos, a respiração presa.
Bruno estreitou os olhos. Baixou o rosto e encarou a boca dela, perto demais da sua.
Engoliu em seco.
— O que você disse até faz algum sentido. No fundo, a vida do Nuno nem me interessa tanto assim... Mas, se quer negociar comigo, não acha que também devia mostrar um pouco de sinceridade?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Quero meu dinheiro de volta já que vcs não concluem esse livro....
Lamentável a falta de respeito, o descaso...
Que falta de respeito com os leitores... Cadê o restante dos capítulos?...
O povo que não tem respeito por seus eleitores. Aff...
Impressionante a falta de respeito com os leitores...
Então, parou de novo? O que está acontecendo? Quantos capítulos tem esta novela?...
Eita que voltou a palhaçada de antes! 1 capítulo por dia. Quando vão terminar este livro? Estou lendo há mais de 6 meses. Que HORROR 😡...
Vai voltar 1 dapitulo por dia? Desisto. Dinheiro jogado fora...
Cada vez que leio as páginas em migalhas deste livro, sinto um ódio. Pq eu gosto do conteúdo e não quero abrir mão! Mas eu tomei um ranço tão grande dessa plataforma, só por causa da patifaria deste escritor. A falta de respeito com os leitores, chega ser ofensiva, pois as páginas que publicam por dia, e a quantidade de moedas que vendem para o acesso as páginas, não condizem. 😡😡😡😡 Simplesmente REVOLTANTE!...
Preguiça dessa falta de respeito com o leitor...