Ayla já não conseguia segurar o próprio eixo. Tentava se manter calma, mas as lágrimas escapavam pelos cantos dos olhos sem pedir licença.
Daniel, por sua vez, parecia fora de si.
Arrastou o homem até perto de Ayla.
— Não dá para trocar de lugar? Então senta.
O cano da arma pressionou a têmpora do sujeito com tanta força que parecia prestes a atravessar seu crânio.
— Trocar de lugar?
Mesmo com a arma cravada na cabeça, o homem ainda conseguiu rir.
— Vocês têm coragem de imaginar cada coisa. Se houver um desvio mínimo na pressão, todo mundo morre. E, se eu já vou morrer mesmo, por que eu deveria obedecer?
A voz dele continuava estável.
Tinha medo da morte, claro. Mas era um homem que vivia apostando a própria vida.
Se chegasse ao fim, que fosse rápido.
Sandro, temendo que Daniel perdesse o controle de vez, falou imediatamente:
— Ele não vai cooperar. Mesmo que você o mate, não adianta. Além disso, trocar alguém de assento é arriscado demais.
A respiração de Ayla ficou descompassada.
Ela agarrou o banco com força, fechou os olhos por um instante e tentou empurrar o medo para dentro.
Sandro também notou sua palidez.
— Respire fundo. Não entra em pânico. Ainda temos tempo.
Daniel rangia os dentes de ódio.
Mais uma vez, apontou a arma para o homem.
Por longos segundos, o dedo quase desceu sobre o gatilho.
No fim, não disparou.
Apenas golpeou a nuca do sujeito com força, fazendo-o apagar.
Depois jogou o homem de lado e recolheu a arma.
Só então Daniel se ajoelhou rápido ao lado de Ayla. Pegou sua mão com dedos trêmulos.
— Não tenha medo. Eu não vou deixar nada acontecer com você. Nem com o nosso filho.
Os olhos de Ayla se encheram de lágrimas.
Ela sabia que Daniel dizia aquilo também para se manter de pé.
Mesmo assim, assentiu várias vezes, com toda a força que ainda tinha.
Ao ouvir aquelas palavras, Sandro hesitou.
Seu olhar passou de Ayla para Daniel.
Daniel ergueu os olhos para ele.
A voz saiu grave:
— Por favor.
Esperar o resgate chegar já não era uma opção.
— Daniel... você precisa ir primeiro.
Ayla fechou os olhos e respirou fundo, com força.
As lágrimas rolaram pelo rosto.
Ela não queria arrastá-lo para aquele desespero. Baixou a cabeça e roçou a bochecha na dele, como se tentasse guardar aquele último calor.
— Você sabe que eu não vou.
— Eu já disse. Ninguém toca em você sem passar por cima do meu corpo.
A voz de Daniel era suave.
Mas cada palavra carregava uma decisão sem volta.
— Se você e o bebê não estiverem mais aqui, continuar vivo também não vai ter sentido para mim.
De repente, ele soltou o ar, como quem enfim aceitava tudo.
Então beijou Ayla.
Os lábios dela estavam molhados de lágrimas, frios, amargos.
— Vocês dois foram muito corajosos agora há pouco.
Sandro voltou a falar.
Ele não suportava aquele tipo de despedida antes da hora. Preferia quebrar um pouco o peso do ar.
— Eu acredito que Deus não seria cruel a ponto de deixar quem se ama terminar assim.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Quero meu dinheiro de volta já que vcs não concluem esse livro....
Lamentável a falta de respeito, o descaso...
Que falta de respeito com os leitores... Cadê o restante dos capítulos?...
O povo que não tem respeito por seus eleitores. Aff...
Impressionante a falta de respeito com os leitores...
Então, parou de novo? O que está acontecendo? Quantos capítulos tem esta novela?...
Eita que voltou a palhaçada de antes! 1 capítulo por dia. Quando vão terminar este livro? Estou lendo há mais de 6 meses. Que HORROR 😡...
Vai voltar 1 dapitulo por dia? Desisto. Dinheiro jogado fora...
Cada vez que leio as páginas em migalhas deste livro, sinto um ódio. Pq eu gosto do conteúdo e não quero abrir mão! Mas eu tomei um ranço tão grande dessa plataforma, só por causa da patifaria deste escritor. A falta de respeito com os leitores, chega ser ofensiva, pois as páginas que publicam por dia, e a quantidade de moedas que vendem para o acesso as páginas, não condizem. 😡😡😡😡 Simplesmente REVOLTANTE!...
Preguiça dessa falta de respeito com o leitor...