Tão dolorido assim, e ainda trabalhou até de madrugada?
— Desculpa te dar trabalho... — Ayla murmurou contra o peito dele, a respiração leve.
Ela realmente estava sem forças, mas por algum motivo, o corpo de Daniel era tão quente, tão confortável... Ser carregada assim por ele fazia a dor parecer bem menos intensa do que antes.
— Você não precisa me pedir desculpas.
— ...Mas eu... agora só consegui falar com o Sr. Daniel... — Ayla parecia falar consigo mesma, voz tão baixa que mal dava para ouvir.
Mas Daniel ouviu cada palavra com clareza. No mesmo instante, sentiu um desconforto apertar o peito, arrependido por ter falado com tanta rispidez antes.
— É natural que me procure — Disse ele, em tom grave, mas com muito mais gentileza.
Lá fora, a chuva caía com força. Daniel tinha saído às pressas e sem guarda-chuva. Usou o próprio paletó para proteger Ayla, garantindo que ela chegasse seca até o carro.
Ele, no entanto, ficou completamente encharcado.
Mas Ayla parecia ter chegado ao limite. Assim que entrou no carro, adormeceu imediatamente.
Daniel observou o rosto ainda tenso da mulher, respirou fundo e cobriu-a com uma manta antes de pegar o celular para ligar aos empregados.
Pediu para prepararem um banho quente, remédios para dor e deixarem o quarto pronto.
Ayla havia mencionado o próprio endereço, querendo voltar para casa. Mas Daniel nem prestou atenção. Do jeito que ela estava, deixar ela sozinha era impossível.
Assim que chegaram à mansão, Daniel a levou diretamente para o quarto. As funcionárias já estavam prontas para ajudá-la com o banho e a troca de roupas.
Daniel ficou do lado de fora o tempo todo, esperando o médico examiná-la. Só então voltou a entrar.
— Como ela está?
Vendo que ainda havia suor em sua testa, Daniel encostou o dorso da mão na pele dela. Estava menos quente que antes, o que o tranquilizou um pouco. Pegou um lenço e limpou suavemente o suor.
Os gestos não foram exatamente delicados, mas para quem o conhecia, era uma cena inédita.
Daniel... cuidando de alguém?
O médico disse em voz baixa:
— Sr. Daniel, não se preocupe. Já apliquei uma injeção para dor na Srta. Ayla. O corpo dela está bastante debilitado, com deficiência de energia e sangue. Seria bom fazer um check-up completo depois.

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