— Ayla?
Gustavo chamou o nome dela quase sem perceber.
Mesmo que tenha sido só um relance, a mulher já tinha desaparecido da vista dele, cercada pelo grupo de recepção.
— Ayla? Você ainda pensa nela numa hora dessas? — Bianca ficou tensa ao ouvir esse nome.
Mas Gustavo apontou para a frente, a voz mais baixa:
— Eu acho que... vi a Ayla...
Aquela silhueta lhe pareceu tão familiar que, mesmo sem ver o rosto, ele sentiu que era Ayla.
— Impossível. Este hotel foi completamente reservado. — Disse Bianca com irritação, as emoções já desabando. — Você acha mesmo que a mulher que desceu daquele carro era a Ayla?
O sorriso que ela deu foi quase um deboche.
Afinal, os convidados daquela noite eram todos da camada mais alta de San Elívar. Nem a família Siqueira tinha sido convidada.
Como Ayla poderia estar lá?
— Com licença, vocês dois precisam seguir, vamos fechar esta área. — Disse o funcionário do hotel, bloqueando a passagem de Gustavo quando ele tentou avançar.
Logo depois apareceu um grupo de seguranças, lacrando todas as entradas e saídas, inclusive os elevadores.
Quando Gustavo e Bianca finalmente saíram, viram que a rua a centenas de metros já estava isolada.
A partir dali, só podia entrar quem tivesse o convite personalizado.
— Que aparato... não esperava menos da família Cardoso. — Murmurou Bianca quando voltaram para o carro.
Mas, ao virar o rosto, ela flagrou Gustavo olhando o celular.
— Você tá mandando mensagem para a Ayla, não tá?
— Eu tô avisando o cliente para a gente trocar de restaurante. — Disse Gustavo, apagando a tela.
O tom dele era frio, sem deixar transparecer nada.
Mas Bianca não estava errada: Gustavo realmente estava olhando o perfil da Ayla.
Só quando viu que, horas antes, Ayla tinha postado no ins* o status típico de quando ela estava atolada de trabalho, ele finalmente soltou o ar preso no peito.

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