A expressão de Bruno se contraiu por um instante. Logo depois, ele soltou uma risada desdenhosa.
— Que absurdo.
Rebeca sabia o quanto Carolina foi cruel com Bruno durante a infância. A rigidez muitas vezes se transformava em maus-tratos, às vezes, ela o trancava sozinho em um quarto escuro.
Se aquela infância deixou feridas, seria perfeitamente compreensível que Bruno não suportasse ficar sozinho.
Sempre que conseguia se afastar de Carolina, ele evitava hotéis a qualquer custo. Preferia se plantar diante da casa de Rebeca e se recusar a ir embora. Na única vez em que se hospedou em um hotel, também inventou todos os pretextos possíveis para obrigá-la a lhe fazer companhia.
Rebeca soltou um longo suspiro.
— Já vou avisando que eu durmo pesado. Não conte comigo para acordar de madrugada e cuidar de você.
Um sorriso discreto surgiu no canto dos lábios de Bruno.
— Não faz mal. Não vou mandar preparar o quarto de hóspedes. Você vai dormir comigo... no meu quarto.
— Bruno! — Rebeca se assustou. — Não passe dos limites!
— E onde foi que eu passei dos limites? — Um brilho malicioso atravessou os olhos dele. — Eu só disse que vamos dormir no mesmo quarto, não na mesma cama. Há um sofá no meu quarto. Cabe você perfeitamente.
Rebeca franziu a testa.
— Posso dormir no sofá da sala. Se precisar de alguma coisa, é só me chamar.
— A sala fica longe demais do quarto. — Bruno respondeu sem pressa. — Além disso, lembro muito bem que alguém acabou de dizer que dorme pesado e dificilmente acorda no meio da noite.
Ele fez uma pausa e ergueu uma sobrancelha, como se acabasse de encontrar a solução perfeita.
— Ah, ainda existe outra opção. Você pode dormir no chão, diante da porta do meu quarto.
Rebeca não conseguiu evitar outra risada. No fim, assentiu.
— Está bem. Fico com o sofá. O importante é que Vossa Alteza esteja satisfeita e se recupere em paz.
Para cada saída que ela encontrava, Bruno já lhe fechava duas.
Não importava.
Quando aquele período terminasse, a dívida entre os dois estaria quitada. Depois disso, cada um seguiria o próprio caminho, sem qualquer motivo para voltar a se envolver na vida do outro.
Em um lugar estranho e espremida no sofá, Rebeca não conseguiu dormir.
Bruno, em compensação, tomou os remédios e apagou como uma pedra.
Um homem que dormia daquele jeito precisava mesmo de alguém acordando no meio da noite para cuidar dele?
Só por volta das três da manhã o sono finalmente começou a vencer Rebeca.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Quero meu dinheiro de volta já que vcs não concluem esse livro....
Lamentável a falta de respeito, o descaso...
Que falta de respeito com os leitores... Cadê o restante dos capítulos?...
O povo que não tem respeito por seus eleitores. Aff...
Impressionante a falta de respeito com os leitores...
Então, parou de novo? O que está acontecendo? Quantos capítulos tem esta novela?...
Eita que voltou a palhaçada de antes! 1 capítulo por dia. Quando vão terminar este livro? Estou lendo há mais de 6 meses. Que HORROR 😡...
Vai voltar 1 dapitulo por dia? Desisto. Dinheiro jogado fora...
Cada vez que leio as páginas em migalhas deste livro, sinto um ódio. Pq eu gosto do conteúdo e não quero abrir mão! Mas eu tomei um ranço tão grande dessa plataforma, só por causa da patifaria deste escritor. A falta de respeito com os leitores, chega ser ofensiva, pois as páginas que publicam por dia, e a quantidade de moedas que vendem para o acesso as páginas, não condizem. 😡😡😡😡 Simplesmente REVOLTANTE!...
Preguiça dessa falta de respeito com o leitor...