— Seus pais...
Uma emoção indecifrável atravessou os olhos de Rebeca, e as palavras lhe faltaram.
— Não quero ir sozinho. E não tenho nenhum amigo mais próximo do que você. Por isso... queria pedir que você me acompanhasse.
Bruno acrescentou antes que ela encontrasse uma resposta.
Rebeca apertou os lábios e assentiu em silêncio.
Duas horas depois, o carro parou diante de um pequeno cemitério nos arredores da cidade.
O lugar era quieto, quase esquecido.
Os pais de Bruno dividiam uma única lápide, pequena e discreta. O mato crescia sem controle ao redor, uma camada espessa de gelo cobria a pedra, e a sujeira se acumulava nas bordas, impregnada pela umidade.
Fazia muito, muito tempo que ninguém aparecia por ali.
Bruno comprou flores na entrada do cemitério e as depositou ao lado da sepultura.
Depois, se ajoelhou com dificuldade, tirou algumas ferramentas e começou a remover a sujeira da lápide.
Rebeca avançou para ajudá-lo, mas não chegou a tempo.
Assim que se viu diante da sepultura, Bruno pareceu se fechar por inteiro. Trabalhou em silêncio, concentrado a ponto de o restante do mundo deixar de existir.
Rebeca se agachou ao lado dele e começou a ajudar.
Bruno estava estranhamente quieto. Ainda assim, a tristeza que o envolvia era tão intensa que pesava até no ar, e Rebeca também sentiu o peito se tornar mais pesado.
Depois de algum tempo, Bruno percebeu que as ferramentas não serviam para aquele trabalho. Irritado, lançou tudo de lado e passou a limpar a lápide com as próprias mãos.
A sujeira endurecida por tantos anos não cedia.
A pouca paciência que lhe restava se rompeu. Bruno começou a raspar o gelo com os dedos, cada vez com mais força, como se já não sentisse dor.
Quando o sangue manchou a superfície congelada e se misturou à água escura, Rebeca agarrou a mão dele.
— Bruno.
Ela prendeu o pulso gelado entre os dedos e empregou toda a força que possuía para contê-lo.
— Chega.
Sua voz saiu muito mais suave do que imaginava.
— Isso não vai sair agora. Quando o tempo esquentar e o gelo derreter, nós voltamos para terminar a limpeza.
Bruno ergueu o rosto.

VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Quero meu dinheiro de volta já que vcs não concluem esse livro....
Lamentável a falta de respeito, o descaso...
Que falta de respeito com os leitores... Cadê o restante dos capítulos?...
O povo que não tem respeito por seus eleitores. Aff...
Impressionante a falta de respeito com os leitores...
Então, parou de novo? O que está acontecendo? Quantos capítulos tem esta novela?...
Eita que voltou a palhaçada de antes! 1 capítulo por dia. Quando vão terminar este livro? Estou lendo há mais de 6 meses. Que HORROR 😡...
Vai voltar 1 dapitulo por dia? Desisto. Dinheiro jogado fora...
Cada vez que leio as páginas em migalhas deste livro, sinto um ódio. Pq eu gosto do conteúdo e não quero abrir mão! Mas eu tomei um ranço tão grande dessa plataforma, só por causa da patifaria deste escritor. A falta de respeito com os leitores, chega ser ofensiva, pois as páginas que publicam por dia, e a quantidade de moedas que vendem para o acesso as páginas, não condizem. 😡😡😡😡 Simplesmente REVOLTANTE!...
Preguiça dessa falta de respeito com o leitor...