— Sra. Bianca, por favor, vá até lá agora mesmo.
Só quando ouviu o lembrete mais uma vez, Bianca saiu do transe e respondeu:
— Já estou indo. Pode voltar ao seu trabalho.
Assim que a pessoa saiu, Bianca pegou o celular às pressas e ligou para Gustavo.
Coincidentemente, Gustavo estava fora da empresa naquele dia.
— Gustavo, o que eu faço? Seu pai está aqui na empresa agora!
Assim que ouviu isso, Gustavo ficou em choque.
Ele estava em uma reunião com um cliente e se levantou imediatamente:
— Tem certeza?
— Ele mandou me chamar na sala da presidência. Será que eu posso... não ir?
Bianca falava enquanto pegava a bolsa e caminhava em direção à saída.
Só de pensar nos membros da família Siqueira, seu corpo todo se retesava.
— Bia, calma. Se o pai pediu pra falar com você, então vá. Ele é mais razoável que a minha mãe, não vai fazer nada. Eu vou voltar pra empresa agora, tenta aguentar só um pouco.
Gustavo conhecia bem o temperamento de Armando. Se Bianca fugisse agora, isso só deixaria o pai ainda mais irritado, e a raiva, ele saberia, recairia sobre ele mesmo.
— Eu não consigo... tô com medo.
Bianca não tinha mais intenção de seguir os conselhos de Gustavo. Mas, antes mesmo de conseguir sair do andar, foi barrada por alguns seguranças.
Armando claramente já havia se preparado.
Pouco depois, Bianca foi levada à sala da presidência.
Armando acabava de revisar os relatórios dos projetos e os números de desempenho da empresa, seu semblante era sombrio.
Tantos erros acumulados, e Gustavo sequer havia mencionado nada para ele.
Na época em que Ayla ainda estava na empresa, tudo ia muito bem. Por isso, ele havia entregado as rédeas com confiança, permitindo que Gustavo assumisse.
Quem diria que, em menos de duas semanas, a situação da empresa cairia num abismo.


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