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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 263

"Eva"

Quinze dias com o José Miguel em Cancun me deixaram mal acostumada. Acordar todos os dias e ter de um lado a beleza daquele oceano invadindo a janela e do outro o meu marido lindo tocando o meu corpo, realmente não era uma vida da qual eu fosse reclamar, afinal eu estava no paraíso.

Porém, estar de volta em casa, para a realidade que nós vivíamos, continuava sendo o paraíso. Nossas manhãs eram felizes, com muitos sorrisos distribuídos na mesa de café da manhã na cozinha, junto com a Candinha e a Berta que sempre tinham algo divertido para contar. No trabalho, sempre arrumavamos um tempinho para nos trancar na minha sala ou na dele e não era incomum que o Matheus e o Enzo, às vezes os dois, nos interrompessem. E quando voltávamos para a nossa casa à noite, nśo compartilhávamos uma refeição simples e cheia de saber enquanto contávamos coisas sobre o dia e fazíamos planos para quando o bebê chegasse.

Mas de tanto fazer planos, o quarto do bebê parecia que nunca ficaria pronto. Primeiro porque nós tivemos problemas para escolher um tema e só quando voltamos de viagem decidimos que o tema seria o fundo do mar, tudo em branco e vários tons de azul.

E foi o Enzo quem sugeriu que fizéssemos uma pintura artística na parede com a vida marinha, corais, peixes, águas vivas, tartarugas, baleia, arraias, estrelas do mar e até um simpático polvo, tudo desenhado e pintado a mão livre pela Luna, que tinha um talento que me deixou emocionada. Cada traço dela paracia vivo, como se um daqueles animaizinhos simpáticos fosse saltar da parede e fazer alguma acrobacia. Mas aquela parede detalhada e delicada levou um mês inteiro para ficar pronta. E só então, com o quarto pintado e aquele lustre de cúpúla branca de onde saíam estrelas em diferentes tons de azul pendurado foi que começamos a decorar.

Cada peça colocada ali tinha muito amor, seja porque o José Miguel e eu passamos horas escolhendo ou porque alguém tinha presenteado o nosso pequeno com carinho. O berço em azul acinzentado claro combinava perfeitamente com a cadeira de amamentação que ficava perto da janela e no chão um tapete enorme, azul e branco como as ondas beijando a areia da praia estava ocupado por duas tartarugas de pelúcia grandes que a Gabriele havia comprado.

O cortinado em tom de azul que descia do teto também protegia o móbile que havia sido presente do vovô Romeu, era uma peça branca com uma variação de corais e estrelas do mar ao redor de uma baleia de pelúcia que tinha servido de inspiração para a Luna. Mas cada um daqueles detalhes levou tempo para ser pensado e incorporado. E quando eu coloquei o último detalhe, uma bandeja de higiene no apoio do trocador, eu ja estava carregando uma barriga de mais de oito meses.

- Está pronto! - Eu ohei ao redor e depois para o José Miguel parado na porta.

- Ficou perfeito! - Ele respondeu e se aproximou, tocando a minha enorme barriga com cuidado e se abaixando para dar um beijo. - Você pode chegar filho, você já tem um quartinho lindo para dormir.

O bebê deu um chute tão forte que me fez fechar os olhos. Ele estava crescendo muito e não parecia ser nada tímido ou discreto como o pai, se agitava quando tinha muita gente por perto como se quisesse participar de tudo, chutava como se jogasse futebol na minha barriga e quando o José Miguel tocava e falava com ele, parecia que ele queria pular logo da minha barriga para os braços do pai.

- Pega leve com a mamãe, meu filho, lembra que eu te falei que ela é linda e delicada? Temos que ser gentis com ela. O papai sente você! - O José Miguel explicou para a minha barriga e o bebê se acalmou como se compreendesse.

Eu passei a mão pela minha barriga, grata por ele ter se acalmado um pouco, e foi nesse momento que eu senti o toque, de dentro, como se a mão dele tocasse a minha. Eu sorri e fechei os olhos, segurando as lágrimas e absorvendo aquela sensação mágica.

- Ele entende você! - Eu falei com a voz transbordando contentamento.

- Claro que ele entende, é o meu bebê! - O José Miguel falou orgulhoso. - Vamos descer? Todos já chegaram.

- Eu não sei porque eu fui concordar com essa idéia do Cachorrão de sortear o nome do bebê! Esses hormônios infernais me levam a cometer loucuras! - Eu reclamei e o José Miguel riu.

- Ah, mas eu adoro as loucuras que você faz comigo no nosso quarto... - Ele me abraçou e beijou o meu pescoço. - Ou no tapete da sala... no balcão da cozinha... na escada, aah! A escada!

- Se você disser a eles que decidiu que não quer sortear o nome, nós podemos repetir a escada. - Eu tentei persuadí-lo, mas ele riu.

- Lamento, amorzinho, mas eu sou um homem de palavra e eles sabem disso. - Ele respondeu bem humorado e muito tranquilo com aquilo, mas ele estava certo, ninguém acreditaria que foi ele que mudou de idéia.

- Droga! Só me resta rezar para que o nome sorteado não seja o que o Cachorrão quer!

- Ah, eu até já me acostumei. Se fosse votação, ele teria o meu voto.

- Ah, claro você tatuou esse cachorrinho em homenagem ao seu amigo! - Eu bufei. - Tudo, menos "Matheuso" ou qualquer variação do nome dele. - Eu choraminguei enquanto caminhava para a sala de mãos dadas com o meu marido.

- É um lobo, amorzinho, não me provoque ou eu faço todos lá embaixo ouvirem você gemer até declarar que é um lobo. - O José Miguel quase me seduziu com aquela idéia.

Assim que chegamos a sala eu fui cercada por todos que estavam ali. Nós havíamos convidado os tios e tias, os padrinhos do bebê e oEnzo e a Luna, que eram praticamente pafdrinhos sobressalente. Depois de cumprimentar a todos eu me sentei.

- Não sei pra quê perder tempo com isso, todos sabem que vai ser Matheuso. - O Matheus falou ao meu meu lado e eu o fulminei com o olhar.

- Até parece! - O Edson estalou a língua. - Vai ser Edson Sobrinho.

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