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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 265

"José Miguel"

O tempo passava diferente agora. Depois da chegada do Lucas, cada dia parecia diferente e melhor que o anterior. Eu olhava para o futuro com a certeza que os dias ruins ficaram no passado. Não que não surgissem problemas ou dificuldades, sempre existiam, mas eram sempre pequenas demais para tirar de nós aquela felicidade com a qual dormíamos e acordávamos.

As preocupações eram constantes, como a primeira vez que o meu menino ficou doente, mesmo a minha sogra insistindo que era coisa de criança eu quase precisei de um cardiologista. E quantas noites eu passei ao lado do berço, simplesmente observando o meu menino, com medo de que um segundo que eu fechasse os olhos ele pudesse precisar de mim e eu não estaria ao lado dele. Mas tudo foi se acalmando, eu fui aprendendo a ser pai aos sobressaltos, enquanto a Eva parecia entender a maternidade com naturalidade.

E as preocupações foram se transformando. Se antes eu me poreocupava que ele sufocasse no berço, agora que ele andava correndo por todos os lados eu me preocupava com joelhos ralados.

Mas cada dia, cada segundo que eu vivi até ter essa família valeu a pena. E no momento em que ele falou "papai" pela primeira vez, lá estava eu novamente chorando de emoção e apertando o seu corpinho contra o meu, num abraço firme e repleto de amor. Meu filho me emocionava de formas que eu nunca imaginei.

E eu me emocionei muito ao ajudar o meu filho a apagar a velinha do seu primeiro aniversário! O Lucas havia acabado de completar um ano, poucos dias antes, e nós fizemos uma festa no jardim, convidamos a família e os amigos mais próximos, que já se multiplicavam também, entre os quais estavam amigos que eu tinha deixado há muito tempo e que o Heitor trouxe de volta, como o Alessandro, o Patrício e o Ricardo.

Mas também estavam os novos, como o Nelson, a Melissa, a Julia, o Enzo, a Adele e o Donaldo, o Flávio e a Manuela e até o Brandão que tinha mesmo se tornado uma pessoa muito mais agradável e nós acabamos nos entendendo. Ele agora tinha uma namorada e estava completamente domesticado, vivia me pedindo conselhos sobre relacionamentos, era divertido de se ver como ele era o tipo de namorado que até carregava a bolsa e fazia cada vontade da namorada.

Outro que também havia sido fisgado era o Elias. Ele e a Tatiana eram opostos complementares, totalmente apaixonados. Eu sabia que ele a pediria em casamento muito em breve e eu tinha certeza que ela aceitaria. Os dois precisaram de mais tempo para entender o que sentiam e entender que jamais se magoariam como foram magoados anteriormente. Eu entendia isso, ambos tiveram casamentos difíceis e eram a segunda chance um do outro, assim como a Eva foi a minha.

Quem não precisou de muito tempo foi o Érico e o Julio, que logo foram morar juntos e formavam um dos casais mais incríveis e sintonizados que eu conheci na vida. Completamente cúmplices e divertidos. Assim como a Marta e o Romeu, que demoraram tanto para assumir o namoro, mas não demoraram nadinha para se casarem. Claro, eles pegaram todos de surpresa, afinal a Marta ligou e disse que esperava a todos nós na casa dela no dia seguinte e quando chegamos lá era simplesmente para vê-los se casar, numa cerimônia intimista e emocionante, apenas a família e poucos amigos, diante de um tabelião e com um almoço para celebrar.

Só o Edson, que havia se tornado o tio solteirão e de tanto se encontrarem na nossa casa, ele, o Nelson, a Candinha e a Berta ficaram amigos do tipo inseparáveis. Os quatro viviam saindo juntos, jantares, cinema, faziam academia juntos e até já tinham feito pequenas viagens. Há uns meses a Tatiana tinha inserido nesse grupo peculiar a amiga Janice, com a esperança de que a amiga e o cunhado pudessem se entender, o que ainda não tinha acontecido. Mas os passeios daquele grupo pareciam os mais divertidos e eles tinham criado até um perfil na rede social que tinha milhares de seguidores.

E, claro, tinha o meu irmão, meu amigo que me puxou do abismo quando eu mais precisei. O Matheus sempre foi constante em minha vida e isso não tinha mudado, ao contrário, ele e a Gabriele pareciam anjos que estavam sempre cuidando da minha família e faziam tudo o que o Lucas queria, além de sempre levarem o meu filho para dormir ou passar o dia na casa deles. Chegavam até a "esquecer" de devolver meu menino e não raras vezes eu estava lá, tocando a campainha para trazer o meu pequeno de volta, que vinha sorrindo, seguido por aquele cachorro que já estava maior que ele.

O cachorro foi um presente da Gabriele para o Matheus, para que ele parasse de reclamar que ela trabalhava demais e ele passava muito tempo sozinho em casa. E ele nomeou o pobre golden retriever de Jota Mê, meu apelido de infância, jurando que era uma homenagem a mim. Mas o cachorro era tão folgado quanto o dono dele e passava tanto tempo em minha casa que eu já comprava a sua ração favorita, aqueles petiscos caríssimos que ele adorava e sentia falta quando ele não estava esparramado aos meus pés no tapete da sala.

E assim a vida ia seguindo, se ajeitando a tantas novidades e de braços abertos para receber quantas mais fossem chegando.

Mas eu não podia negar que eu estava mesmo ansioso era para que a Eva decidisse ter outro bebê. Eu queria pelo menos três filhos nossos correndo pela casa e quando eu dizia isso ela me olhava torto e respondia que não aceitava menos que quatro, o que me enchia ainda mais de amor por aquela mulher, que desejava uma família tanto quanto eu, que assim como eu tinha encontrado o meu lugar ao lado dela, ela também tinha se encontrado ao meu lado. Mas ela dizia que ainda era cedo, queria esperar o Lucas ficar maior e eu podia até entender.

- Sonhando acordado, amorzinho? - A Eva se aproximou de mim.

Eu estava sentado em uma das poltronas da sala, segurando uma caneca de café que já estava fria há tempos, porque eu me perdi nos meus pensamentos. Eu coloquei a caneca de café sobre a mesinha lateral e a puxei pela cintura, a fazendo se sentar no meu colo e lhe dando um beijo daqueles que nos faziam esquecer o resto do mundo e só sentir um ao outro.

- Eu sonho acordado desde o dia em que te conheci, amorzinho! - Eu respondi.

- Você é bom com as palavras, Rossi! - Ela sorriu, ainda de olhos fechados.

- O Lucas está com os padrinhos, acho que nós temos um tempinho ainda. - Eu subi a minha mão pela perna dela sob a saia e a surpresa que eu tive me fez sorrir. - Esqueceu a calcinha, Sra. Rossi?

- Olha como eu estou esquecida! - Ela me olhou com fingida vergonha, me fazendo rir. - Sabe o que é, Sr. Rossi, o Lucas vai dormir com os padrinhos hoje. Esqueci de te dizer isso. E também esqueci de dizer que esqueci o contraceptivo, então pode ser que...

- Eva, não brinca comigo! - Eu me afastei um pouco e a encarei sério, minha cabeça começando a girar e a alegria que eu tentava conter quase explodindo em um sorriso no meu rosto. - Você pode estar grávida?

- Abra a mão. - Ela pegou uma caixinha que parecia ter estado escondida por muito tempo atrás do encosto da poltrona que eu ocupava.

Eu fiquei atônito, abri a mão e ela pousou a caixinha branca sobre a minha palma. Eu abri a caixinha e dentro estava um par de sapatinhos de trico e um teste de gravidez marcando positivo junto com um cartão: "você é um pai tão extraordinário que o segundo bebê não conseguiu esperar, ele está ansioso para conhecer o papai daqui a sete meses".

- Vo-você está grávida? Nosso segundo bebê? - Eu perguntei já não segurando mais o sorriso e ela fez que sim.

- O segundo filho com o amor da minha vida! - Ela segurou o meu rosto entre as mãos e me deu um beijo.

Eu estava feliz, eufórico para ser sincero. Eu queria uma família e ela me deu, eu queria mais filhos e ela estava pronta para realizar o meu desejo. Eu era completamente louco por ela. Eu toquei o par de sapatinhos delicados na caixa e a coloquei sobre a mesinha lateral.

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